Produção de vídeos e imagens, material publicitário como adesivos e windbanners, aluguel de carros e até contratação de serviços de advogados e contadores. Esses foram os produtos e serviços que receberam a maior parte do dinheiro arrecadado pelas campanhas dos candidatos ao governo do Espírito Santo.
Às vésperas do primeiro turno das eleições, A Gazeta fez um levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o que os candidatos declararam ter recebido e também os gastos revelados ao longo do período eleitoral. As informações foram levantadas até esta quinta-feira (1°).
Lorenzo Pazolini, candidato do Republicanos ao Palácio Anchieta, foi até agora quem mais arrecadou verba e também quem desembolsou o maior valor em despesas. O postulante declarou ter R$ 5.609.519,25 em receitas e R$ 5.208.438,50 em despesas.
As duas maiores despesas da lista do candidato são de material publicitário e audiovisual de campanha – R$ 1,275 milhão e R$ 1 milhão, respectivamente. Para serviços advocatícios, a campanha destinou R$ 625 mil para cada um dos dois escritórios que atuam na campanha. Também contratou R$ 450 mil em contabilidade.
Segundo as regras do TSE, os candidatos a governador têm limite de gastos estabelecido em R$ 7,1 milhões cada no primeiro turno.
A segunda maior receita é de Helder Salomão (PT), com R$ 5.369.813,48 de arrecadação. Já as despesas somam R$ 3.126.303,99. A maior fatia, até agora, foi direcionada a marketing e comunicação (R$ 1,1 milhão).
O candidato também declarou ter destinado R$ 1.045.000,00 para a campanha do correligionário Fabiano Contarato, que busca reeleição no Senado. Depois, aparecem R$ 400 mil em despesas de criação de vídeos e programas de rádio da propaganda eleitoral gratuita.
Já o governador e candidato à reeleição Ricardo Ferraço (MDB) arrecadou R$ 4.885.650,00 e declarou ter tido R$ 3.396.052,25 em despesas. No topo da lista está a destinação de R$ 750 mil para propaganda eleitoral de rádio e TV. Outros R$ 500 mil foram direcionados para advogados e R$ 300 mil para consultoria de marketing da campanha.
Breno Barcelos, candidato do Missão, informou à Justiça Eleitoral ter arrecadado R$ 105.704,28 e gastado R$ 61.662,00. O maior montante (R$ 16 mil) foi destinado ao serviço de edição de vídeos e imagens. Outros R$ 8,2 mil foram gastos com o aluguel de carro para deslocamento da equipe. O candidato ainda usou R$ 7,5 mil com adesivos de carro de campanha e outros R$ 6,9 mil com adesivos e windbanners.
Rafael Demuner (UP) só recebeu R$ 1 mil do diretório do partido e não declarou ter tido despesas.
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