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Investigação

Embaixada dos EUA no Brasil fechou devido a suposta ameaça de bomba em rede social

Segundo autoridades, após investigação, determinou-se que não havia risco; ameaças desse tipo na internet são comuns, segundo diplomatas ouvidos pela Folha

Publicado em 02 de Outubro de 2026 às 17:48

Agência FolhaPress

Publicado em 

02 out 2026 às 17:48
SÃO PAULO - Um perfil em rede social dizendo que colocaria uma bomba na embaixada americana foi o motivo que levou os Estados Unidos a fecharem sua embaixada e consulados no Brasil, segundo apurou a Folha de S. Paulo com autoridades envolvidas na investigação.
Uma operação policial chegou até o autor da ameaça e não encontrou nada.
Segundo diplomatas americanos ouvidos pela reportagem, é bastante comum que haja mensagens com ameaças nas redes sociais a consulados e embaixadas americanas ao redor do mundo e elas são levadas muito a sério, dado o histórico de atentados contra o país. Mas não necessariamente levam a fechamento de todas as unidades diplomáticas dentro de um país.
Policiais fazem segurança em frente ao Consulado dos EUA (Estados Unidos da América) em São Paulo
Policiais fazem segurança em frente ao Consulado dos EUA em São Paulo Karime Xavier/Folhapress
O governo dos Estados Unidos suspendeu o atendimento em suas representações no Brasil a partir desta sexta-feira (2). O comunicado, publicado na véspera, diz que a decisão se dá por questões de segurança, sem citar mais detalhes sobre a motivação da medida.
Não há, por ora, previsão para o retorno dos atendimentos presenciais.
"Cidadãos americanos que precisarem de assistência emergencial durante esse período não devem comparecer à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos", diz a nota divulgada. A orientação dada é entrar em contato com o oficial de plantão responsável pelo atendimento.
Em nota, a Polícia Federal disse não ter encontrado elementos que confirmem um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. A corporação cumpriu nesta sexta dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para apurar o caso.

Segundo a PF, também não foram identificados suspeitos de envolvimento com organizações criminosas. A ação teve caráter preventivo e ocorreu no âmbito de uma investigação sigilosa, resultado da cooperação da corporação com agências de inteligência estrangeiras.

As investigações continuam com a análise dos equipamentos de comunicação e das mídias apreendidos durante as buscas. A corporação afirma que outras providências poderão ser adotadas a depender do resultado dessa análise.


"Cidadãos americanos que precisarem de assistência emergencial durante esse período não devem comparecer à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos", diz a nota divulgada. A orientação dada é entrar em contato com o oficial de plantão responsável pelo atendimento.


Pouco após o anúncio dos EUA, o governo da Austrália informou que cancelou o atendimento em sua embaixada e consulados, também citando preocupações de segurança. Um comunicado publicado no site de turismo do governo alerta seus cidadãos para possíveis ameaças terroristas e crimes violentos no Brasil. E pede ainda que as pessoas evitem as áreas próximas das repartições diplomáticas americanas.


Além da embaixada em Brasília, os EUA têm consulados em Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Já a Austrália tem embaixada no DF e consulados nas capitais paulista e fluminense.


Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a gestão de Donald Trump "tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos americanos" e que a pasta está "trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança".


O porta-voz afirmou que as embaixadas e os consulados dos EUA usam um sistema de mensagens para enviar alertas sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes no Brasil.

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