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Vereadores de cidade do ES poderão ter auxílio-alimentação de mais de R$ 1 mil

Vereadores de cidade do ES poderão ter auxílio-alimentação de mais de R$ 1 mil

O impacto financeiro da medida, por mês, é de R$ 9.607,95, segundo o projeto; divisão pela quantidade de parlamentares mostra que cada um deles deverá receber R$ 1.067,55

Publicado em 2 de junho de 2025 às 17:34

Vista aérea de Ibiraçu
 Vista aérea da cidade de Ibiraçu Crédito: Divulgação/Prefeitura de Ibiraçu

Os vereadores da Câmara de Ibiraçu, no Norte do Espírito Santo, aprovaram um projeto de lei que cria auxílio-alimentação de mais de R$ 1 mil para eles próprios. 

Aprovada em sessão convocada para as 7 horas da última terça-feira (27), a matéria inclui os atuais nove vereadores na normativa que criou o auxílio-alimentação para os servidores da Câmara Municipal em 2006. O impacto financeiro da medida, por mês, é de R$ 9.607,95, segundo o projeto. A divisão do montante pela quantidade de parlamentares mostra que cada um deles deverá receber R$ 1.067,55.

Já em três anos, o impacto financeiro da proposta chega aos R$ 297.846,45, sendo R$ 67.255,65 de julho a dezembro deste ano; R$ 115.295,40 em 2026; e R$ 115.295,40 em 2027.

No texto da justificativa que fundamentou a proposta aprovada em plenário em sessão extraordinária, é informado que “não há qualquer impedimento legal para a aprovação da proposição”. Após ter sido aprovado, o projeto seguiu para apreciação do prefeito, Duda Zanotti (Podemos), que deverá se posicionar pela sanção ou veto à iniciativa do Legislativo.

A reportagem tentou rever a sessão em que o projeto foi discutido e votado. No entanto, não há registros da reunião nos canais oficiais de transmissão do Legislativo de Ibiraçu. No site da Câmara também não constam documentos referentes à aprovação do auxílio-alimentação para os vereadores, o que impede, por exemplo, a confirmação acerca do placar da votação em plenário.

Na tarde desta segunda-feira (2), o presidente da Câmara de Vereadores de Ibiraçu, Breno do Salão (Podemos), foi procurado para dar mais informações sobre o projeto, bem como para explicar as razões pelas quais a proposta foi pautada e votada em uma sessão extraordinária realizada às 7h.

Durante os cerca de dez minutos de ligação telefônica, o parlamentar desviou do tema, deixando de confirmar o valor da verba para cada vereador, além de não informar o total de votos registrados na sessão.

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