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Poder Legislativo

Vereador de Vitória que votou contra tíquete pede para receber benefício

Proposta para reajustar auxílio-alimentação para R$ 1.250 foi votada em regime de urgência urgentíssima no último dia 4 e recebeu 16 votos favoráveis

Publicado em 20 de Agosto de 2025 às 14:06

Tiago Alencar

Publicado em 

20 ago 2025 às 14:06
Vereador Professor Jocelino (PT) votou contra projeto que criou auxílio-alimentação, mas requereu acesso ao benefício Crédito: Reprodução
Eleito para seu primeiro mandato na Câmara de Vitória no pleito de 2024, o vereador Professor Jocelino (PT) votou contra o projeto de lei que aprovou o benefício do auxílio-alimentação para os parlamentares da Capital, durante a sessão plenária do último dia 4. O posicionamento do petista contra a proposta, no entanto, se manteve somente em plenário, uma vez que ele integra a lista de vereadores que pediram acesso à verba de R$ 1.250.
A reportagem de A Gazeta entrou em contato com o parlamentar, para que ele se manifestasse sobre o pedido de auxílio. No entanto, não houve retorno. Além de Jocelino, apenas Ana Paula (Psol) votou contra o projeto. A vereadora não solicitou o recebimento. Dos 21 vereadores, 17 solicitaram o benefício. Veja abaixo a lista completa.
A proposta foi votada em regime de urgência urgentíssima e recebeu 16 votos favoráveis. O auxílio requerido pelos vereadores junta-se a um salário de mais de R$ 17 mil pago atualmente ao parlamentares.
Ainda na fase de justificativa dos votos sobre o projeto, o parlamentar do PT não se pronunciou na tribuna da Câmara sobre as razões pelas quais era contra a iniciativa.
Ele também não concedeu entrevista à TV Gazeta, que foi à sede do Legislativo de Vitória um dia após a aprovação da proposta. A reportagem procurou todos os vereadores para que se posicionassem sobre o projeto de resolução que criou o auxílio-alimentação para eles mesmos. 
Também no dia seguinte à aprovação do projeto, A Gazeta foi informada de que Jocelino pretendia requerer o benefício, mesmo tendo votado contra a proposta no plenário da Câmara.
Ele foi procurado, na ocasião, para informar se iria ou não pedir acesso à verba. Na única vez em que atendeu a reportagem, por ligação telefônica, disse ainda estar estudando sua decisão sobre o tema.
No total, 17 vereadores de Vitória solicitaram o auxílio-alimentação. A lista com os nomes foi obtida por A Gazeta nesta quarta-feira (20).

Arquivos & Anexos

Auxílio-alimentação: lista de vereadores que pediram o benefício

Documento foi entregue ao setor de pagamentos da Câmara
Tamanho do arquivo: 138kb
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O suplente Raniery Ferreira (PT), que ocupa a vaga de Karla Coser (PT), em licença-maternidade, também está entre os que pediram o auxílio, embora seu voto não conste nos registros do plenário. Já o vereador Bruno Malias (PSB), que votou pela aprovação do projeto, não apresentou requerimento.

Quem pediu o auxílio-alimentação (R$ 1.250):

  • Anderson Goggi (PP); 
  • André Brandino (PODE);
  • Armandinho da Federal (PL) 
  • Aylton Dadalto (Republicanos); 
  • Baiano do Salão (PODE); 
  • Camillo Neves (PP); 
  • Dalto Neves (SD); 
  • Darcio Bracarense (PL); 
  • Davi Esmael (Republicanos); 
  • João Flávio (MDB);
  •  Luiz Emanuel (Republicanos); 
  • Luiz Paulo Amorim (PV); 
  • Mara Maroca (PP); 
  • Maurício Leite (PRD); 
  • Pedro Trés (PSB); 
  • Professor Jocelino (PT); 
  • Raniery Ferreira (PT), suplente de Karla Coser.

Quem não pediu o auxílio:

  • Aloísio Varejão (PSB)
  • Ana Paula Rocha (Psol)
  • Bruno Malias (PSB)
  • Karla Coser (PT), de licença-maternidade
  • Leonardo Monjardim (Novo)
O valor será pago de forma proporcional aos dias trabalhados e precisa ser solicitado ao setor de Recursos Humanos da Câmara.

Contracheque mais gordo

O auxílio requerido pelos vereadores junta-se a um salário de mais de R$ 17 mil pago atualmente ao parlamentares. Em 2023, a legislatura anterior aprovou reajuste salarial para os parlamentares de Vitória, que passou a valer neste ano. Com o aumento, a remuneração praticamente dobrou, saltando de R$ 8.966,26 para R$ 17.681,99 — um índice de 97%.

Respeito à autonomia administrativa

Na justificativa assinada pelo presidente do Legislativo, Anderson Goggi (PP), é dito que a concessão do auxílio-alimentação aos vereadores "respeita o princípio da autonomia administrativa da Câmara Municipal".
"Cabe destacar que a legitimidade da regulamentação do auxílio-alimentação por meio de resolução foi expressamente reconhecida pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo", frisa o texto do projeto.

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