O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), declarou ter a convicção de que o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), não tem provas sobre as acusações de corrupção em seu governo.
"Da minha parte, do governador do Estado, eu tenho a plena convicção de que ele não tem nada, porque sei dos meus limites e tenho meus princípios e valores"
A afirmação do chefe do Poder Executivo estadual foi na manhã desta quinta-feira (26), durante evento na Vale, para a apresentação do Plano Diretor de Tubarão, projeto que estabelece investimentos ambientais da mineradora para a planta de Vitória.
Casagrande diz que ainda precisa conhecer sobre o que está sendo acusado por Pazolini, o que foi entregue por ele ao Ministério Público do Espírito Santo e qual é a avaliação desses documentos. “Estou tranquilo com relação a isso e a sociedade pode ficar tranquila quanto ao comportamento do seu governador”, comentou.
Para comentar as falas do governador, a prefeitura de Vitória foi procurada, mas disse que não vai se manifestar.
No dia 14 de maio, o prefeito de Vitória afirmou ter recebido proposta de uma autoridade do governo estadual para participar de esquema fraudulento em uma licitação para obra na Capital, em 2021, no Palácio Anchieta, sem citar nome do envolvido ou data do episódio.
As acusações de Pazolini foram feitas durante discurso na inauguração da escola municipal Padre Guido Ceotto, no dia 14 de maio. No mesmo dia, ele virou alvo de representação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Dois dias depois, o prefeito entregou à Polícia Federal documentos sobre a prática de possíveis crimes.
No dia 20 de maio, a corporação encaminhou essa documentação à Procuradoria-Geral da República (PGR), por ter menção a autoridade com foro privilegiado, mas não detalhou se os documentos têm relação com o discurso do prefeito.
Nesta quarta-feira (25), o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) informou ter recebido do prefeito a resposta dele à notificação enviada pela procuradora-geral de Justiça, Luciana Andrade, para apresentar informações sobre a suposta prática de irregularidades em licitação do governo do Estado.
"Preciso saber o que ele entregou ao MP. Não tenho esta informação. O que tenho clareza é de que as declarações dele foram levianas e não condizem com a função que ele exerce. Tenho a plena convicção de que na minha história política nenhuma proposta eu fiz a qualquer pessoa que não tenha sido uma proposta lícita. Tenho plena convicção que da minha parte não tem nenhuma possibilidade de ter qualquer gravação ou qualquer documento que me incrimine"
Ele ressaltou ainda que segue uma vida política com a missão de fazer o bem às pessoas.
“É uma pena que a gente tenha declarações tão irresponsáveis e tão levianas para poder tomar conta do nosso tempo, enquanto a gente podia estar fazendo um trabalho em conjunto em Vitória e no Espírito Santo, sem a necessidade de estar permanentemente num palanque eleitoral, mas é uma pena também que algumas pessoas possam compreender que isso faz parte da política. A política, na verdade, é uma atividade nobre, que não pode se usar mentira, dissimulação nem ataques leviano contra qualquer um, mesmo que adversário político. As desavenças políticas se resolvem no âmbito do debate das ideias. Era isso que esperava do prefeito da Capital”, finalizou o governador.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Vitória, mais ainda não teve retorno.
Tenho convicção de que ele não tem nada, diz Casagrande sobre acusações de Pazolini