Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

No STF

Rigoni e Contarato assinam pedido de impeachment do ministro da Educação

Denúncia contra Abraham Weintraub no STF é assinada por 19 parlamentares, entre eles o deputado Felipe Rigoni (PSB) e o senador Fabiano Contarato (Rede). Os argumentos são as falhas do Enem e a quebra de decoro nas redes sociais

Publicado em 05 de Fevereiro de 2020 às 19:06

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 fev 2020 às 19:06
Grupo de parlamentares que protocolou pedido de impeachment de ministro Crédito: Divulgação
Um grupo de 19 parlamentares, entre eles o deputado federal Felipe Rigoni (PSB) e o senador Fabiano Contarato (Rede), apresentou uma denúncia nesta quarta-feira (05) contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, no Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de responsabilidade.
A denúncia foi fundamentada na Lei do Impeachment e apresenta, segundo parlamentares, dez exemplos de atos incompatíveis com o decoro, a dignidade e a honra do cargo, além de condutas contrárias a princípios citados no artigo 37 da Constituição Federal, como os da impessoalidade, eficiência e transparência.
Entre os argumentos que justificam a o pedido estão: a ausência de políticas de alfabetização; as falhas do Enem (entre os problemas, o exame teve a divulgação de notas erradas); o favorecimento de apoiadores do governo; ofensas às mães de diferentes cidadãos; e a omissão quanto ao uso de R$ 1 bilhão resgatado pela Lava Jato.
O ministro Abraham Weintraub Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil
O texto se apoia em trechos do relatório produzido pela Comissão Externa de Acompanhamento do MEC, presidida pela deputada federal Tabata Amaral (PDT) e sob relatoria do deputado federal Felipe Rigoni. Aprovado em dezembro, o material revelou que apenas 4,4% da verba reservada a investimentos foi executada pela pasta.
Para Rigoni, o pedido de impeachment é uma decisão madura. “A denúncia é baseada em quase um ano de reuniões, requerimentos e análises. Há um relatório robusto comprovando a ineficiência, que é um princípio constitucional. A educação é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do país, mas vem sendo tratada com descaso e irresponsabilidade. É nosso papel cobrar mudanças”, afirmou o parlamentar.
O senador Fabiano Contarato criticou o contingenciamento de verbas para a Educação e lembrou que esta é a segunda vez que um ministro do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passa por um pedido de impeachment.
“Este tipo de crime está na lei, uma vez que o ministro viola os princípios da legalidade, da moralidade, da publicidade dos atos e da eficiência. Do orçamento de 2019, dentro do que se chama de empossamento do orçamento, ele não utilizou R$ 4,5 bilhões. Enquanto isso, vemos escolas sem biblioteca, sem quadra e sem laboratório de ciências. O Enem foi uma vergonha, as escolas estão sucateadas e, se não fosse o sistema de cotas, os filhos dos mais pobres não estariam entrando nas universidades”, afirmou.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Acidente com três carros deixa quatro pessoas feridas na BR-101 em Fundão
Acidente com três carros deixa quatro pessoas feridas na BR 101 em Fundão
Imagem de destaque
'Congelei tecido dos meus ovários aos 17 anos por causa de um câncer. Agora, aos 44, sou mãe'
Imagem de destaque
Previna quedas: veja cuidados para evitar acidentes que podem resultar em fraturas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados