Visando a fortalecer um dos principais setores da economia capixaba, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) enviou aos candidatos ao governo do Estado 12 pautas consideradas prioritárias pela indústria capixaba.
O documento reúne 65 propostas divididas em seis temáticas estratégicas: infraestrutura, tributação, financiamento, capital humano, inovação e meio ambiente. Foi elaborado tecnicamente pelo Observatório Findes, por meio de uma construção coletiva com sindicatos, conselhos e empresas.
Compare as propostas dos candidatos ao governo do ES e à presidência
A entrega dos pedidos foi feita na tarde da última quarta-feira (2) e busca estabelecer um canal de interlocução qualificada com os postulantes ao cargo antes do novo ciclo político, que se iniciará em 2027. O setor industrial é responsável por 28,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e por criar quase 284 mil empregos formais.
O objetivo principal da Findes é sensibilizar os candidatos sobre gargalos estruturais e apresentar soluções práticas, como a modernização de marcos regulatórios, a atração de investimentos e a garantia de segurança jurídica na transição tributária do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
"Para transformar investimentos em crescimento real, precisamos preparar o Espírito Santo para competir dentro e fora do país. Isso passa por infraestrutura adequada, segurança jurídica, ambiente de negócios mais simples, capital humano mais qualificado, inovação, sustentabilidade e redução do Custo Brasil", afirmou Paulo Baraona, presidente da Findes.
Segundo Baraona, a federação acredita que o desenvolvimento não se constrói com decisões isoladas. “Exige planejamento, escuta ativa, articulação e compromisso com o longo prazo. O Espírito Santo tem condições reais de se consolidar como um Estado ainda mais competitivo, inovador e preparado para o futuro. Mas, para isso, a indústria precisa estar no centro das decisões estratégicas”, comenta Baraona.
A economista-chefe da Findes, Marília Silva, complementou dizendo que a Agenda da Indústria Capixaba 2026 apresenta propostas voltadas à articulação institucional para obras federais, modernização de marcos regulatórios, ampliação de concessões e viabilização de novos eixos de alta capacidade para o eixo de infraestrutura logística.
As proposições do setor produtivo envolvem, ainda, coordenação institucional para a expansão e modernização das redes de utilidades, ao fortalecimento dos ambientes regulatórios estaduais e municipais e ao fomento de parcerias com o setor privado para o eixo de infraestrutura de serviços de utilidades.
"O novo ciclo político, a ser iniciado em 2027, muito provavelmente partirá de um cenário de crescimento consecutivo da economia capixaba a partir dos seus setores que, em conjunto, têm feito frente aos desafios domésticos e externos que devem continuar impactando o Estado nos próximos anos", pontuou Marília.
1. Infraestrutura
Apoiar
a concessão de rodovias federais e demais projetos estruturantes no
Espírito Santo.
2. Infraestrutura
Apoiar a expansão e modernização das ferrovias que conectam o Espírito Santo à malha ferroviária federal.
3. Infraestrutura
Apoiar a expansão da infraestrutura de distribuição de gás natural.
4. Infraestrutura
Instituir uma política estadual para o desenvolvimento do descomissionamento offshore.
5. Infraestrutura
Desenvolver uma política de atração de investimentos voltada a setores intensivos em gás natural.
6. Tributação
Promover medidas que acelerem a adaptação do ambiente de negócios capixaba ao novo sistema tributário.
7. Capital Humano
Alinhar a oferta de educação profissional e tecnológica às demandas atuais e futuras da indústria.
8. Capital Humano
Fortalecer políticas de atração e retenção de talentos para ampliar a disponibilidade de profissionais qualificados no Espírito Santo.
9. Meio ambiente
Regulamentar e consolidar a implementação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental Estadual.
10. Meio ambiente
Estruturar um ambiente regulatório favorável ao desenvolvimento de projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS).
11. Financiamento
Fortalecer os instrumentos públicos estaduais de financiamento para reduzir o custo do crédito para investimentos produtivos.
12. Inovação
Digitalizar e simplificar serviços públicos relacionados à atividade empresarial.
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