O sigilo é a principal característica do voto nas eleições brasileiras. Por isso, há diversas regras para impedir que sejam captadas imagens das urnas dentro das cabines de votação, como a proibição do uso de celular no momento do voto.
No entanto, atualmente não é só o celular que pode representar perigo ao caráter secreto da escolha. Óculos inteligentes, microcâmeras e outros dispositivos capazes de registrar e transmitir imagens também são proibidos nas cabines.
Sendo assim, no domingo (4), quando eleitores de todo o Brasil vão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, é imprescindível ficar atento às restrições relacionadas a equipamentos inteligentes impostas pela Justiça Eleitoral.
Não. Assim como nos últimos pleitos, é proibido entrar na cabine com celular e qualquer tipo de câmera fotográfica, seja corporal ou microcâmera. Equipamentos mais recentes, como os óculos inteligentes, também estão proibidos.
Relógios e pulseiras conectadas, fones de ouvido e outros acessórios com câmeras, como canetas, também devem ficar de fora da cabine de votação.
O eleitor pode ir ao local de votação com os equipamentos, inclusive para apresentar o título de eleitor pelo aplicativo e-Título ou documentos digitais para se identificar.
Depois, no entanto, ele deve desligar todos os aparelhos inteligentes e conectados e entregá-los à mesa receptora, onde ficarão até que o eleitor finalize sua votação na cabine.
Caso o cidadão se recuse a desligar e deixar os equipamentos na mesa, não poderá votar. A ocorrência pode até ser registrada pelos mesários e contar com forças policiais.
Sim. Equipamentos que funcionam como recursos de acessibilidade e tecnologias assistivas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida são liberados pela Justiça Eleitoral, desde que não sirvam para registrar imagens do voto.
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