Mais da metade da bancada do Espírito Santo na Câmara dos Deputados pretende buscar a reeleição no pleito deste ano. Dos 10 nomes eleitos em 2022, sete confirmaram à reportagem de A Gazeta o desejo de seguir ocupando cadeira de deputado federal na Casa de Leis.
Deverão voltar às urnas para o mesmo cargo os deputados Amaro Neto (PP), Da Vitória (PP), Gilson Daniel (Podemos), Gilvan da Federal (PL), Jack Rocha (PT), Messias Donato (União) e Victor Linhalis (PSB).
Oficializado como pré-candidato do PT ao governo do Estado, Helder Salomão não tentará o quarto mandato consecutivo. Quem também não tentará vaga de deputado na Câmara é Paulo Folletto (PSB). Em janeiro deste ano, em comunicado direcionado a seu partido, o parlamentar informou que não concorreria a nenhum cargo público após o fim de seu mandato.
Em seu terceiro mandato consecutivo, Evair de Melo (Republicanos) afirmou à reportagem ainda não ter definido se disputará a reeleição este ano. A definição, segundo ele, deverá ocorrer entre os meses de junho e julho, após conclusão do balanço de seu mandato. "Se o mandato me levar a ter bons indicativos, vamos, sim, reavaliar", disse Evair.
O nome do parlamentar é ventilado no mercado político local como possível candidato ao Senado. Antes quadro do PP, Evair se filiou ao Republicanos durante a janela partidária encerrada no último dia 4. A legenda integra o grupo de partidos que endossam a pré-candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, ao governo do Estado.
No mesmo bloco partidário, há nomes que também são tratados como possíveis candidatos às duas vagas destinadas a representantes do Espírito Santo no Senado. Entre eles, estão o ex-deputado federal Carlos Manato (Republicanos), o deputado estadual Sérgio Meneguelli (PSD) e o ex-governador Paulo Hartung (PSD).
Há ainda rumores de que o Republicanos, em busca de reforçar a candidatura de Pazolini, estaria negociando suposta aliança com o PL, partido presidido pelo senador Magno Malta em território capixaba, visando principalmente ao tempo de propaganda eleitoral a que tem direito a legenda nas eleições de 2026. O apoio ao grupo do ex-prefeito estaria condicionado ao lançamento do nome de Maguinha Malta (PL), filha de Magno, como a primeira opção de voto para o Senado dentro da hipotética coligação.
VEJA QUEM VAI TENTAR SE REELEGER DEPUTADO FEDERAL PELO ES:
Deputados vão tentar reeleição com novos partidos
Entre os deputados federais que vão em busca de reeleição filiados a novos partidos, Amaro Neto encabeça a lista dos que se apegaram à janela partidária para trocar de legenda. No segundo mandato como deputado federal, o parlamentar chegará às urnas filiado a seu terceiro partido, desde que se elegeu para o cargo em 2018 pelo PRB. Em 2022, integrou a corrida eleitoral pelo Republicanos, sigla que deixou em março deste ano com destino ao PP.
Messias Donato chegou à Câmara dos Deputados eleito pelo Republicanos, no pleito de 2022. Agora tentará repetir o feito filiado ao União Brasil. Quem encerra a relação de parlamentares federais com novo partido é Victor Linhalis.
Um dos principais quadros do Podemos no Espírito Santo, o deputado decidiu trocar a legenda pelo PSB, marcando uma revirolta no xadrez eleitoral capixaba. Até as vésperas do fechamento da janela partidária, era dada como certa a filiação do parlamentar ao PSDB, legenda comandada por Arnaldinho Borgo, prefeito de Vila Velha.
O prefeito de Vila Velha tinha Victor Linhalis como sua principal aposta para reforçar possível chapa proporcional do tucanato capixaba na disputa de cadeiras na Câmara dos Deputados.
Metade da bancada renovada em 2022
Com regras novas, sem direito a coligação e com exigência de desempenho, a disputa para deputado federal deixou de fora metade dos 10 integrantes da bancada federal do Espírito Santo no pleito de 2022.
Nas Eleições 2022, a bancada federal capixaba também perdeu em representação feminina. A única mulher eleita na ocasião foi Jack Rocha. As três deputadas federais que disputavam a reeleição — Norma Ayub (PP), Soraya Manato (PTB) e Lauriete (PSC) — ficaram sem cadeiras no Legislativo federal.