O major da reserva do Exército Ângelo Martins Denicoli foi preso pelo Exército em casa, onde estava com a família, por volta das 6h da manhã desta sexta-feira (10), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele cumpria prisão domiciliar desde dezembro de 2025.
A prisão ocorreu no bairro Noemia Vitali, considerado uma área de alta renda de Colatina. Imagens registradas pela TV Gazeta mostram que a residência do militar é de alto padrão. Veja abaixo.
Em conversa com A Gazeta, o advogado do major, Edson Fontes, disse que Denicoli será encaminhado para o 38º Batalhão de Infantaria, em Vila Velha. Ele ainda precisa passar por exame de corpo de delito e por audiência de custódia para referendar a prisão. Em nota, o Exército Brasileiro confirmou que a prisão será executada no município canela-verde.
Denicoli foi condenado a 17 anos de prisão por tentativa de golpe em julgamento realizado em outubro pelo STF e teve a prisão domiciliar determinada em dezembro por Moraes. A transferência para o regime fechado só ocorreu agora porque o ministro decretou o trânsito em julgado do processo relacionado ao grupo do qual o major fazia parte. Com isso, já não cabem mais recursos de defesa aos réus e a pena precisa ser cumprida de forma definitiva em unidades prisionais.
O major capixaba é acusado de fazer parte do Núcleo 4, responsável pela disseminação de mentiras contra o sistema eleitoral brasileiro.
De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli tinha vínculo permanente com os demais integrantes da organização criminosa.
Segundo o relator, ficou comprovado que Denicoli participou da chamada “Abin Paralela” e serviu como elo entre os membros do grupo e o influenciador argentino Fernando Cerimedo, que, em novembro de 2022, fez uma transmissão ao vivo em que anunciou um dossiê com supostas fraudes nas urnas eletrônicas. Foi ele quem forneceu o material utilizado na disseminação dessa narrativa falsa.