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23º Curso de Residência

Live debate o papel dos municípios na proteção às mulheres

No encontro, os participantes falaram de projetos e ações que visam à mobilização social, mudança de comportamento e prevenção da violência

Publicado em 04 de Novembro de 2020 às 22:28

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 nov 2020 às 22:28
23ª Curso de Residência promove live para debater o papel dos municípios na proteção às mulheres
Live do 23º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta debateu violência de gênero Crédito: Reprodução
Os alunos do 23º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta participaram, nesta quarta-feira (4), de uma live em que se discutiu o papel dos municípios na proteção às mulheres. O evento contou com a juíza Hermínia Azoury, coordenadora estadual de Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, e a executiva Marina Soares, diretora jurídica de Sustentabilidade, Compliance Officer e Data Protection Officer da ArcelorMittal Brasil.
As convidadas falaram sobre ações e projetos desenvolvidos visando à proteção das mulheres, e também responderam a perguntas dos residentes.
Questionada sobre de quem é o papel de cuidar da segurança da mulher, a juíza Hermínia Azoury foi enfática. “É preciso que haja um movimento, uma mobilização do poder público, para que nós possamos trabalhar juntos, em parceria e de forma a fazer um Brasil melhor com famílias equilibradas, mães, mulheres respeitadas, crianças que não naturalizam a violência. Isso é o que mais esperamos dos próximos gestores”, pontuou a magistrada, convidando os 12 residentes da Rede Gazeta a fazerem parte dessa mudança. “Faço votos de que vocês, jornalistas recém-formados, sejam colaboradores deste movimento."
Além de promover uma mudança cultural, há também que se adotar medidas preventivas e repressivas para os casos de violência doméstica. Segundo Hermínia Azoury, durante a pandemia e o isolamento social, os indicadores do crime aumentaram. “Nossa proposta é a prevenção e também a repressão. Há momentos em que se tem que decretar uma repressão para não ter uma vítima consumada. Nossa responsabilidade é grande”, argumentou.

JUDICIÁRIO

Visando promover ações para mudar esse cenário de violência, a coordenadoria foi instituída em 2011. No ano seguinte, os trabalhos começaram a caminhar, passando a ser, então, um órgão permanente de assessoria da presidência do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).
Hermínia ressaltou que o suporte às mulheres é imprescindível também porque, no momento em que as vítimas falam, o poder público saberá onde e de que forma ajudá-las.
A magistrada acredita que as parcerias são fundamentais e a mobilização do poder público também. Ela destacou que esse é o caminho que a coordenadoria tem percorrido. Hermínia mostrou ainda uma peça artística que estampa a hashtag #nãosecale, utilizada em diversas campanhas de empoderamento feminino e mobilização sobre o tema. E complementa: “Não se cale, ponha para fora!"

EMPRESA PLURAL

Já com diversas ações implementadas, a ArcelorMittal apresentou, durante a live, o case da empresa no combate à violência contra a mulher entre seus colaboradores. Desde o alto escalão até os colaboradores da linha de frente, todo movimento realizado está voltado principalmente para “se ter uma empresa rica e plural”, afirmou Marina Soares.
A executiva da empresa comentou que a conscientização sobre o combate à violência contra a mulher, bem como a igualdade de gênero, dentre outros temas que tratam de inclusão e diversidade, é um trabalho desafiador.
Para ela, alcançar o melhor caminho nessa área  depende do tratamento da informação e da mudança de olhar diariamente, atitudes que a empresa conseguiu estabelecer. “Estamos quebrando um tabu aqui na Arcelor. Fruto desse trabalho desafiador é que assinamos, neste ano, um tratado com a ONU por já estarmos, em Vitória, trabalhando o combate à violência contra a mulher”, frisou.
23ª Curso de Residência promove live para debater o papel dos municípios na proteção às mulheres
Residentes puderam fazer questionamentos às convidadas durante a live Crédito: Reprodução

CANAIS PARA DENUNCIAR VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

? 181 – Disque-Denúncia (anônimo)
? 180 - Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (anônimo)
? 190 – Ciodes
? (27) 3219-9929 – Guarda Municipal de Vila Velha
Todas as delegacias especializadas da mulher funcionam normalmente durante a semana. Tendo em vista a pandemia de Covid-19, a mulher tem a opção de fazer o registro on-line: https://delegaciaoine.sesp.es.gov.br/deon/xhtml/home.jsf
? Delegacia de Plantão Especial da Mulher na Grande Vitória – funciona 24 horas - Rua Hermes Curry Carneiro, 350, Ilha de Santa Maria, Vitória/ES (ao lado do PA) - Telefone: (27) 3323-4045 - [email protected]
? Coordenadoria Estadual de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do TJES - [email protected]
(*) Maiara Dal Bosco e  Mônica Moreira são alunas do 23° Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob supervisão de Ana Laura Nahas e de Aline Nunes.

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