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Poder Executivo

Governo do ES pode enviar novo projeto de Orçamento à Assembleia

Proposta terá de ser ajustada após mudança no cálculo dos recursos destinados aos Poderes e órgãos autônomos

Publicado em 28 de Outubro de 2026 às 20:31

Tiago Alencar

Publicado em 

28 out 2026 às 20:31
Palácio Anchieta, sede do Executivo estadual
Fred Loureiro | Secom

O governo do Espírito Santo não descarta enviar um novo projeto de Orçamento de 2027 à Assembleia Legislativa do Estado (Ales). A proposta terá de ser ajustada após mudanças aprovadas pelos deputados nas regras de divisão dos recursos estaduais. 


A informação foi confirmada pelo secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, em entrevista para A Gazeta nesta quarta-feira (28).


As alterações estão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sancionada pelo governador Ricardo Ferraço (MDB) e publicada no Diário Oficial do Estado na terça-feira (27). Essa lei estabelece as regras para elaborar o Orçamento, que detalha quanto o Estado pretende arrecadar e gastar no próximo ano. 


 Entre as mudanças aprovadas pela Casa, está a implementação das emendas parlamentares individuais impositivas já no Orçamento de 2027. Sugerida pelo presidente da Ales, Marcelo Santos (União), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) foi aprovada em plenário no último dia 13.´


Segundo Duboc, o governo vai discutir com o presidente da Comissão de Finanças da Assembleia, deputado Mazinho dos Anjos (MDB), se enviará outro projeto ou se os ajustes serão feitos por meio de uma emenda, alterando o texto que já está em análise pelos deputados.


“Como houve uma alteração na LDO, haverá necessidade de fazer um ajuste na proposta de Lei Orçamentária. O caminho mais curto é encaminhar um novo projeto”, afirmou. A estimativa do impacto que as mudanças devem causar aos cofres do Executivo ainda está sendo estudada pelo governo.


A proposta atual prevê R$ 35,4 bilhões para 2027 e começou a tramitar na Assembleia na terça-feira (27). O texto ainda precisa ser analisado pelos deputados e votado em plenário.
O que muda na divisão dos recursos

A principal alteração está no cálculo dos limites dos orçamentos do Judiciário, da Assembleia, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Defensoria Pública.


Antes, esses limites eram atualizados pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais um aumento adicional. Com a mudança, passam a corresponder a percentuais da receita corrente líquida do Estado, que representa, de forma simplificada, a arrecadação após os descontos previstos em lei.


Segundo Duboc, haverá um acréscimo nos valores inicialmente programados para essas instituições. O secretário não informou, na entrevista, o valor desse aumento.


Na proposta atual,os percentuais definidos são de 6,131% para o Judiciário; 2,456% para o Ministério Público; 1,281% para a Assembleia; 1,017% para o Tribunal de Contas; e 0,75% para a Defensoria Pública. O cálculo terá como base a receita apurada entre julho de 2025 e junho de 2026. 


A LDO prevê até dez dias úteis após sua publicação para que essas instituições ajustem suas propostas de gastos aos novos limites. A previsão divulgada é que o Orçamento seja votado pela Assembleia em 10 de dezembro. 

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