Candidato ao Senado nas Eleições 2026, o deputado federal Evair de Melo (Republicanos) disse ser favorável à classificação das facções criminosas como organizações terroristas. Para ele, os grupos “dominam territórios” e utilizam estratégias semelhantes às adotadas por organizações como Hamas e Hezbollah, o que justificaria a medida.
A discussão sobre a classificação das facções veio à tona e se intensificou no Brasil após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluir o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) em lista de grupos terroristas.
“Sou favorável a reconhecer o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas porque, efetivamente, eles operam assim”, defendeu Evair de Melo, durante sabatina promovida por A Gazeta e CBN Vitória na manhã desta segunda-feira (14), na sede da Rede Gazeta.
O deputado federal ainda pontuou que o debate deve ser feito de maneira internacional, visto que o Brasil tem grandes áreas de fronteiras, onde atuam as facções. Para ele, adotar medidas com outros países seria um fator inibidor de movimentações financeiras dos grupos.
“Esse reconhecimento, principalmente do PCC e Comando Vermelho, vai nos permitir uma integração da América Latina e vai ser um fator inibidor, porque vai permitir, inclusive, cortar o elo econômico, as movimentações financeiras", declarou o parlamentar.
Ao ser questionado sobre o peso dos vieses religioso e político na atuação das organizações consideradas terroristas, o postulante afirmou que as estruturas dos grupos CV e PCC são as mesmas de Hamas e Hezbollah, apesar de apresentarem “premissas” diferentes.
“Hamas e Hezbollah também são grupos econômicos. A briga ali não é só religiosa. A questão financeira e econômica e o domínio de território têm exatamente a mesma estrutura operacional”, afirmou.
Ao falar sobre os princípios dos grupos terroristas e das facções, o deputado acusou o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) de manter relação com PCC e CV. Para ele, o movimento “vende uma bandeira ideológica”, mas “desestabiliza a República, não respeita a propriedade privada e tem conexão com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)”.
Evair defendeu, então, que o MST também seja classificado como organização terrorista. O deputado acusou o movimento, sem apresentar provas, de oferecer milícia armada para lutar no país vizinho, em favor do ditador Nicolás Maduro.
O candidato ainda falou que o debate também existe em outros países da Europa que convivem, por exemplo, com a máfia italiana. Para ele, é preciso ter um entendimento internacional sobre o tema para garantir proteção integral aos países.
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