Desestruturar a base financeira do crime organizado, investir na ampliação de tecnologias de monitoramento, ampliar a estrutura policial, promover mudanças no sistema prisional e tornar obrigatório o uso de câmeras corporais por agentes policiais. Essas são algumas das propostas dos candidatos ao governo do Espírito Santo para a área de segurança pública nas Eleições 2026.
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A Gazeta analisou os planos de governo dos cinco concorrentes e selecionou medidas com potencial de impacto para a população, considerando o alcance das ações, os possíveis custos para o Estado e o tamanho das mudanças estruturais propostas.
Para conferir cada uma das propostas de cada um dos candidatos, o eleitor também pode acessar o Compare e Vote, que permite checar os planos lado a lado, em 12 áreas estratégicas. Basta selecionar o cargo (governador ou presidente), os adversários e o tema.
Veja abaixo:
Abaixo, confira as proposições dos cinco nomes que disputam o comando do Palácio Anchieta, constantes nos planos de governo registrados na Justiça Eleitoral (em ordem alfabética):
Breno Barcelos apresentou à sociedade um plano de governo com 14 propostas para a área da segurança pública do Estado. Entre elas estão a reocupação de territórios, que o postulante do Missão considera dominados por facções criminosas, e uma política permanente de combate ao patrimônio das organizações criminosas, com integração entre polícias, Receita Estadual e Ministério Público.
O plano também prevê a construção de um presídio de segurança máxima inspirado no modelo do Cecot, em El Salvador, e a substituição gradual de militares que atuam em funções administrativas na PM e no Corpo de Bombeiros por servidores civis.
Na área federal, o candidato defende mudanças na legislação penal, como o fim da progressão de regime, do auxílio-reclusão, das audiências de custódia e do juiz das garantias e a volta da prisão em segunda instância.
Helder Salomão (PT) apresenta 61 propostas para a área. Destacam-se o investimento na integração de bancos de dados e na inteligência financeira para atingir a base financeira das organizações criminosas e a implantação de câmeras corporais em todos os profissionais da segurança.
Na prevenção, o plano prevê a oferta permanente de esporte, cultura e formação profissional em territórios de risco, ações para combater a evasão escolar e policiamento de proximidade, com policiais que são conhecidos no território.
No sistema prisional, a proposta inclui educação e trabalho e atenção aos egressos para reduzir a reincidência. Além disso, o petista propõe a criação de duas delegacias especializadas, uma para combate ao racismo e outra para a proteção da população LGBTQIA+, além da expansão das Delegacias de Defesa da Mulher para todas as regiões do Estado.
Com 11 objetivos para garantir segurança aos capixabas, Lorenzo Pazolini pretende ampliar o uso de tecnologia, fortalecer a investigação e modernizar o sistema prisional. Entre as principais medidas estão a criação de um Sistema Estadual de Videomonitoramento, com expansão das câmeras públicas e uso de inteligência artificial para a identificação de pessoas e veículos suspeitos em tempo real, além da conexão com tornozeleiras eletrônicas.
O candidato do Republicanos também propõe um plano de modernização e reengenharia prisional, com expansão da infraestrutura e ampliação de programas de educação, trabalho e ressocialização.
Já no combate ao crime organizado, o ex-prefeito de Vitória prevê estruturar unidades de enfrentamento à lavagem de dinheiro e à corrupção e criar forças-tarefa multi-institucionais. Para aumentar a elucidação de crimes, o plano inclui investimentos em inteligência, em perícia e nas Delegacias de Homicídios e Proteção à Pessoa.
Também com 11 propostas, Rafael Demuner (UP) apresenta um plano com foco em controle da atividade policial, participação social e políticas de enfrentamento à violência contra grupos específicos.
Entre as promessas estão a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais por todos os agentes de segurança; o aumento da eficiência do aparato de inteligência para combater o crime organizado; a reorganização da política estadual de segurança com participação popular; e o resgate do policiamento comunitário.
Na área de proteção às mulheres, o candidato da Unidade Popular prevê a criação de uma rede integrada envolvendo segurança, saúde, assistência social, educação e Justiça, além da expansão das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. Já no sistema penitenciário, defende a revisão das estruturas físicas e da gestão dos presídios com foco na recuperação social.
Ricardo Ferraço concentra suas 26 propostas na ampliação da estrutura do Estado, no uso de tecnologia e no combate ao crime organizado. Entre as principais medidas estão a construção de quatro novas unidades prisionais e a criação de uma Subsecretaria de Estado de Combate ao Crime Organizado, para coordenar ações de inteligência, investigação e operações integradas.
O candidato à reeleição pelo MDB também propõe ampliar o Cerco Inteligente e o uso de inteligência artificial, análise preditiva, reconhecimento biométrico e compartilhamento de dados com municípios.
O plano ainda transforma o enfrentamento às organizações criminosas em uma política estadual permanente, com foco em inteligência, descapitalização financeira e recuperação de ativos.
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