“Era uma pessoa trabalhadeira, que nunca parava. Era fazendo bolo ou salgado.” É assim que Crislayne Machado de Oliveira, de 19 anos, lembra da irmã, Camila Machado de Oliveira, de 38 anos, que morreu após ser atingida por um caminhão enquanto seguia de moto em Pancas, no Noroeste do Espírito Santo.
Segundo Crislayne, a confeiteira seguia em direção à localidade de Lajinha para comprar um remédio para o marido quando sofreu o acidente. A colisão aconteceu na manhã do último sábado (12), no bairro São Bento. Camila deixa uma filha de 16 anos e o marido.
Além de trabalhar como confeiteira, Camila também ajudava o marido na roça e trabalhava em uma lanchonete ao lado da irmã. Segundo Crislayne, ela tinha uma boa convivência com a família, os amigos da igreja e os clientes. “Ela tinha uma vida corrida, mas era uma vida alegre”, lembrou.
A vítima foi socorrida em estado grave e precisou ser intubada em uma unidade de saúde de Pancas. Devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital Sílvio Avidos, em Colatina, mas não resistiu e morreu durante a madrugada de domingo (13).
Segundo a Polícia Militar, o motorista do caminhão, de 34 anos, apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora compatíveis com embriaguez e deixou o local antes da chegada da equipe. Ele foi localizado posteriormente em uma propriedade na cidade e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
O delegado Robson Peixoto, titular da Delegacia de Pancas, informou que o condutor foi autuado em flagrante no dia do acidente. Após a morte de Camila, a autoridade policial pediu à Justiça a revisão das medidas cautelares aplicadas ao investigado.
Na manhã desta segunda-feira (14), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. O homem permanece preso.
O caso segue sob investigação para esclarecer a dinâmica do acidente e as responsabilidades envolvidas. O nome do investigado não foi divulgado porque o inquérito tramita sob sigilo.