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Coronavírus

Corte de salário de servidores do ES é 'uma das últimas opções', diz secretário

O secretário de Planejamento, Álvaro Duboc, garantiu que demissões e redução de salário não são estudadas por enquanto. Casagrande mencionou possível corte de remuneração

Publicado em 15 de Abril de 2020 às 19:18

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 abr 2020 às 19:18
Álvaro Duboc, secretário de estado de Economia e Planejamento
Álvaro Duboc disse que outras medidas serão tomadas antes da redução de salários de servidores Crédito: Natalia Devens
Como forma de reduzir os impactos da crise econômica causada pelo novo coronavírus, o governo estadual já determinou a redução de 15% das despesas de custeio de toda esfera estadual. O objetivo é reduzir gastos, principalmente com contratações para equilibrar as contas durante a pandemia. Contudo, o corte nas contratações pode não ser suficiente para enfrentar a queda da receita, já prevista para este ano.
Em entrevista coletiva na última segunda-feira (13), o governador Renato Casagrande (PSB) não descartou a possibilidade de cortar salários do Executivo para enfrentar a crise econômica. "Se for preciso (a gente) toma essa medida de reduzir salário de todo mundo". 
A medida citada por Casagrande é vista pelo secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, como uma das últimas opções dentro do corte de gastos do governo estadual. A estratégia, segundo Duboc, é começar pela redução dos contratos em todas as secretarias.
"Nossa prioridade no momento é cortar contratos de uma forma geral, olhar o que cada secretaria tem e pode reduzir. Gastos com locação de carro, telefonia, correios. Se vermos que isso não foi suficiente, outras medidas serão empregadas. Isso vai depender do impacto dessa crise na receita do Estado"
Álvaro Duboc - Secretário de Economia e Planejamento
O secretário não informou quais medidas têm sido estudadas pelo governo para driblar o impacto econômico no Espírito Santo. Ele não descartou a possibilidade de cortes de salários e demissões, mas disse que isso ainda não está sendo avaliado. 
“O corte de profissionais e a redução da remuneração podem vir a acontecer, como o próprio governador disse, mas ainda está em discussão e deve ser uma das últimas opções do Estado. Existem outras medidas que podemos e devemos adotar antes disso”
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