Os candidatos que disputam algum posto nas Eleições 2022 já gastaram mais de R$ 4 milhões em propaganda impressa, seja com santinhos, cartazes ou na fabricação de adesivos. Paralelamente, os gastos com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais ficaram em R$ 668 mil.
Os dados são referentes às despesas declaradas pelos candidatos e partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e compilados por A Gazeta no dia 9 de setembro. Essas informações são atualizadas constantemente e devem mudar até o final da campanha.
Até o momento, os principais gastos dos candidatos foram classificados como "serviços prestados por terceiros", que totalizam R$ 2,8 milhões. Essa categoria engloba muitas despesas diferentes, desde a confecção de camisetas e contratação de fotógrafos, até serviços de marketing e bandas musicais.
Em seguida vem a publicidade por materiais impressos (R$ 2,6 milhões) e confecção de adesivos (R$ 1,4 milhões), seguido por despesa com pessoal e produção de programas para rádio e TV.
Em relação à propaganda na internet, os candidatos do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, foram os que mais apostaram nessa modalidade até o momento. O candidato ao governo do Estado Carlos Manato contratou R$ 40 mil em impulsionamento de conteúdo e é seguido pelo candidato a deputado federal Devacir Rabello, que usou R$ 30 mil.
Sendo a propaganda impressa a preferida pelos candidatos, não é surpresa que as gráficas também figurem entre as empresas que mais receberam dinheiro de campanha até o momento. Várias delas aparecem no ranking dos principais fornecedores, junto com empresas de produção audiovisual.
A gráfica JEP, primeira no ranking, foi contratada por 16 candidatos de diferentes partidos em mais de 300 pagamentos que somam R$ 1,3 milhão. Em segundo lugar vem a On Content Filmes, empresa contratada por Renato Casagrande para confecção de material audiovisual de campanha.
O Facebook é o décimo maior fornecedor de serviços para a campanha no Espírito Santo e, até o momento, já recebeu R$ 285 mil.
Já em relação aos candidatos que mais gastaram com a campanha, destaca-se o atual governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), que disputa a reeleição. Foram contratadas R$ 2,6 milhões em despesas. É ele também quem tem mais dinheiro para gastar divulgando sua candidatura, como mostrou a colunista Letícia Gonçalves.
Os principais gastos de Casagrande foram com a produção de programas de rádio e TV e com a confecção de adesivos.
Na lista das dez campanhas mais caras até o momento, há ainda outro postulante à vaga de chefe do Executivo estadual. Audifax Barcelos (Rede) já contratou R$ 1,5 milhão, sendo a maior parte destinada ao pagamento de serviços de comunicação e marketing político.
No ranking aparecem ainda dois candidatos ao Senado, Erick Musso (Republicanos) e Magno Malta (PL). O detalhamento das despesas contratadas mostram diferenças de estratégia entre os dois. Erick, por exemplo, gastou R$ 62 mil com impulsionamento de conteúdo no Google e no Facebook.
Porém chama a atenção que a maior fatia do dinheiro que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado tem para pedir votos foi enviada para outro candidato. Erick doou R$ 200 mil da própria cota de campanha para Amaro Neto (Republicanos), candidato à reeleição na Câmara Federal.
Já Magno não registrou ainda nenhum pagamento de propaganda nas redes, porém gastou R$ 211 mil com atividades de mobilização de militância, como serviço de distribuição de panfletos. Além disso, R$ 250 mil foram para a gravação de programas de rádio e TV. O candidato, contudo, só aparece por 33 segundos em cada bloco de horário eleitoral gratuito. Erick, que tem um minuto e 25 segundos, ainda não declarou nenhum gasto nesse sentido.