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Letícia Gonçalves

Candidato ao governo do ES, Guerino abraça a Igreja Universal e vice-versa

Ex-prefeito de Linhares ainda alfinetou quem está com Bolsonaro, mas apoia Casagrande

Publicado em 10 de Setembro de 2022 às 14:48

Públicado em 

10 set 2022 às 14:48
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

Guerino Zanon, candidato ao governo do ES, fala para membros da Igreja Universal
Guerino Zanon, candidato ao governo do ES, fala para membros da Igreja Universal Crédito: Divulgação
O candidato do PSD ao governo do Espírito Santo, Guerino Zanon, abraçou a Igreja Universal e vice-versa. Ele já conta com a declaração pública de apoio do bispo Bruno Gouveia e é frequentemente acompanhado pelo vereador de Vila Velha Devanir Ferreira, que é pastor da mesma denominação.
Este, por sua vez, é candidato a deputado federal pelo Republicanos, partido que surgiu como braço político da igreja de Edir Macedo. O presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, é bispo licenciado da Universal.
Neste sábado (10), Guerino participou de um encontro com pastores e bispos da igreja em um cerimonial de Vitória.
Exibindo adesivos de campanha na roupa, ele falou a partir de um púlpito ornado com a cruz cristã.
“Jesus nos mandou orar e vigiar. Durante muito tempo apenas oramos. Agora, chegou a hora de vigiar. Vigiar principalmente aqueles candidatos que dizem que apoiam o presidente Bolsonaro, mas aqui no estado estão com o governador ligado ao PT”, alfinetou o candidato conservador.
Guerino, assim, reforça a bandeira bolsonarista, que hasteou com veemência na convenção estadual do PSD, em julho.
O Republicanos faz parte da base de apoio ao presidente da República. Ironicamente, o partido, quando ainda se chamava PRB, era aliado do PT. Marcelo Crivella, bispo da Universal e sobrinho de Edir Macedo, foi ministro de Dilma Rousseff, de 2012 a 2014.
No Espírito Santo, o Partido dos Trabalhadores compõe a ampla aliança do governador Renato Casagrande (PSB), candidato à reeleição e líder das pesquisas de intenção de voto.
A coligação também é integrada pelo PP, que apoia Bolsonaro. Na sigla estão alguns dos que são ao mesmo tempo bolsonaristas e casagrandistas, como o deputado federal Neucimar Fraga, que disputa a reeleição.
No último dia 1º, Guerino compareceu a outro altar político, um evento organizado pelo Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp-ES).
O fórum, no estado, é coordenado pelo pastor Romerito Oliveira, da Assembleia de Deus Ministério Atos.
No evento da Fenasp, numa mistura nada discreta entre política e religião, Guerino e Carlos Manato (PL), outro candidato bolsonarista ao Palácio Anchieta, anunciaram um pacto de apoio recíproco no caso de haver segundo turno.
Audifax Barcelos (Rede), embora não tenha verbalizado isso, também está no acordo.
"ABRAÇO TODOS, CRISTÃOS OU NÃO"
"Fui abraçado, sim, pela Igreja Universal e por tantas outras que, assim como eu, lutam para reeleger nosso presidente Jair Bolsonaro e tirar este governo de esquerda que está no Palácio Anchieta. Professo a fé católica, abraço com carinho e gratidão os fiéis da igreja Universal e abraço também todos os outros – cristãos ou não – que querem uma mudança segura para o nosso estado", afirmou Guerino à coluna neste sábado, após a publicação do texto.
"Defendo um projeto de direita, sim. Uma direita inovadora, que respeita as diferentes opiniões, que apoia o empreendedorismo e quer colocar fim a um projeto de passado e iniciar um projeto de futuro em nosso estado", complementou.
O uso de religiosos, principalmente pastores, na campanha eleitoral é uma constante. A estratégia é ditada por Bolsonaro, para fidelizar o voto evangélico.
Casagrande também embarcou na ideia e, vez ou outra, aparece orando e/ou na companhia dos líderes que comandam os púlpitos.
Lá, o pastor Doronézio Andrade e o próprio Casagrande ressaltaram que pastores vão, mensalmente, ao gabinete do socialista fazer orações.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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