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Publicado em 26 de outubro de 2025 às 17:47
A Câmara Vereadores de Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, aprovou, por unanimidade de votos, em sessão realizada no último dia 13, um bônus extraordinário de R$ 3 mil a todos os servidores efetivos e comissionados do Legislativo. O benefício será pago em duas parcelas, nos meses de novembro e dezembro deste ano. Os 13 vereadores que integram a atual legislatura não estão incluídos entre os beneficiados. >
Análise comparativa feita pela reportagem de A Gazeta mostra que a bonificação equivale a 190% do menor salário e 23,7% do maior vencimento pago, atualmente, pelo Legislativo municipal. As informações têm como base dados disponibilizados no Portal de Transparência da Câmara. O impacto financeiro da medida não é informado pela Câmara.>
Na justificativa do projeto, a Mesa Diretora afirma que o bônus “servirá principalmente como gratificação pela dedicação ao trabalho realizado pelos funcionários públicos no exercício de 2025”. O texto também menciona que há “rigorosa contenção de despesas” e dotação orçamentária suficiente para o pagamento, sem ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).>
Por fim, é destacado no texto do projeto que o abono tem caráter eventual e não será incorporado ao salário, nem contará para o cálculo de gratificações, férias ou aposentadorias.>
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Na mesma sessão, os vereadores de Santa Maria de Jetibá também aprovaram dois projetos complementares que reestruturam a carreira dos servidores e a organização administrativa da Casa. >
O Projeto de Lei Complementar nº 50/2025 altera o plano de cargos, carreiras e vencimentos dos servidores efetivos, redefinindo funções e requisitos de escolaridade, além de criar novas atribuições para o cargo de auditor público interno, responsável por coordenar e fiscalizar o sistema de controle interno da Câmara.>
A nova estrutura prevê 31 cargos distribuídos entre funções de serviços gerais, apoio administrativo e nível superior, como recepcionista, motorista, escriturário, advogado e contador. O novo cargo de auditor público interno exigirá concurso público e formação em Contabilidade, Direito ou Economia, por exemplo. O ocupante do posto será responsável pelo controle interno da Câmara, fiscalizando gastos, contratos e licitações. >
O Projeto de Lei Complementar nº 49/2025 também modifica a estrutura administrativa dos cargos comissionados, incluindo ajustes no setor de controladoria geral interna e nas funções ligadas à presidência e às áreas técnicas do Legislativo. >
Na prática, a matéria redefine as funções da Controladoria Geral Interna, agora ligada diretamente ao presidente da Casa. O órgão será responsável por fiscalizar contratos, licitações, despesas e o cumprimento das metas orçamentárias. Além disso, o cargo de Controlador Geral Interno passa a ser comissionado e poderá ser ocupado por servidor efetivo com formação em Contabilidade, Direito ou Economia, que responderá junto ao presidente da Câmara pelos atos analisados pelo Tribunal de Contas.>
Todos os projetos foram enviados para a sanção ou veto do prefeito da cidade, Ronan Zocoloto (PL).>
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