ASSINE

Suspeito de matar enteada na Serra tem prisão convertida em preventiva

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que o acusado já se encontra preso preventivamente no Centro de Triagem de Viana

Vitória
Publicado em 20/10/2020 às 15h49
Atualizado em 20/10/2020 às 15h50
Elisnai Borges Eloy, padrasto acusado de espancar menina de 5 anos até a morte na Serra, deixa o DML e segue para presídio
Elisnai Borges Eloy, padrasto suspeito de espancar menina de 5 anos até a morte na Serra. Crédito: Ricardo Medeiros

O padrasto suspeito de matar a enteada de 5 anos por espancamento na Serra na tarde desta segunda-feira (19) teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. A audiência de custódia foi realizada nesta terça-feira (20). Desta forma, de acordo com decisão da juíza Raquel de Almeida Valinho, o homem não responderá em liberdade ao crime de homicídio qualificado por motivo fútil, mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Elisnai Borges Eloy, de 35 anos, havia sido levado para o presídio na manhã desta terça-feira (20).

A criança Aghata Vitória Santos Godinho foi levada pela mãe, já desacordada, para a unidade da Eco101, próximo ao bairro Cidade Nova, na Serra. A família mora próximo à BR 101, que é administrada pela concessionária. Os médicos tentaram reanimar a criança por duas horas, mas a menina não resistiu.  O corpo foi encaminhado ao Departamento Médico Legal para exames e posteriormente liberado pela família. O enterro será realizado no cemitério São Domingos, na Serra.

Agatha Moreira Santos Godinho, de 5 anos, morreu vítima de espancamento na Serra
Agatha Moreira Santos Godinho, de 5 anos, morreu vítima de espancamento na Serra. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Demandada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que o acusado já se encontra preso preventivamente no Centro de Triagem de Viana.

SUSPEITO NEGOU TER AGREDIDO MENINA

O padrasto, apontado como principal suspeito do crime, negou que tenha agredido a menina e disse que ela passou mal depois de almoçar. O homem, de 35 anos, é aposentado por invalidez por não ter uma mão. No posto da Eco101, o suspeito não soube explicar os hematomas. Já na delegacia, ele ficou calado, segundo policiais civis. O padrasto foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil com impossibilidade de defesa da vítima.

Na tarde desta terça, por telefone, o tio de Aghata disse que a irmã dele ainda não conseguiu contar detalhes do dia do crime à família. Ela contou que saiu de casa por volta das 14h para ir em uma aula de autoescola e deixou a filha com o companheiro.

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.