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Gustavo Selayzim

Artigo de Opinião

É diretor de Estratégia, Financeiro e Suprimentos da Samarco
Gustavo Selayzim

Novo Acordo do Rio Doce: governança e transparência na continuidade da reparação capixaba

Os recursos destinados em abril deste ano — terceira parcela dos repasses previstos no Novo Acordo — somam R$ 6,82 bilhões
Gustavo Selayzim
É diretor de Estratégia, Financeiro e Suprimentos da Samarco

Publicado em 06 de Maio de 2026 às 10:00

Publicado em 

06 mai 2026 às 10:00

A reparação da Bacia do Rio Doce em território capixaba vive um momento de estabilidade institucional. Com os repasses de abril de 2026, o Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), demonstra sua força como instrumento de previsibilidade econômica e social, em busca de uma reparação integral e definitiva, de forma a garantir que o compromisso assumido pela Samarco e suas acionistas ao longo das próximas décadas se converta em um legado para Bacia do Rio Doce mais permanente e duradouro.


Estamos operando um mecanismo de governança sólido, desenhado para que os recursos cheguem ao Espírito Santo de forma ininterrupta ao longo de duas décadas, permitindo um planejamento que ultrapassa ciclos políticos e foque o desenvolvimento regional sustentável. Um exemplo é a ampliação do sistema de saneamento básico em Linhares (ES) com aporte de R$ 43,58 milhões.


Os recursos destinados em abril deste ano  terceira parcela dos repasses previstos no Novo Acordo  somam R$ 6,82 bilhões, e compõem o volume de R$ 17,69 bilhões de execução das obrigações de pagar, demonstrando o elevado compromisso financeiro do cronograma, a partir da homologação do Novo Acordo.

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No Espírito Santo, os repasses de R$ 2,35 bilhões para o Estado e R$ 85,10 milhões para os municípios capixabas aderentes ao Novo Acordo do Rio Doce são indutores de vitalidade econômica. Baseando-se em coeficientes técnicos de geração de emprego para o setor de infraestrutura, como os aplicados pelo BNDES, esse fluxo financeiro agrega valor real à economia capixaba.


Outro exemplo é o ganho sistêmico na saúde pública: o Instituto Trata Brasil estima que, para cada real investido em saneamento básico, área prioritária dos repasses, economizam-se quatro reais no sistema de saúde. 


Esse efeito multiplicador garante que o investimento atual reduza gargalos históricos nos orçamentos municipais. Para as cidades capixabas da Bacia do Rio Doce, isso significa maior eficiência na gestão dos recursos e uma população mais saudável.

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A atuação da Samarco é pautada no cumprimento rigoroso do que foi estabelecido perante o STF. No total, desde 2015, foram aportados R$ 80,39 bilhões na reparação, incluindo os R$ 38,3 bilhões destinados pela extinta Fundação Renova. 


Também estão contemplados outros R$ 24,4 bilhões nas Obrigações de Fazer da Samarco, como a entrega dos novos distritos em Mariana (MG), o reflorestamento de 50 mil hectares e a destinação de R$ 17,7 bilhões em indenizações e auxílios financeiros, incluindo o Programa Indenizatório Definitivo (PID).


A execução dessas frentes pela companhia contribui ainda para a arrecadação municipal via ISSQN — imposto que incide sobre a contratação de serviços locais. 


O Novo Acordo é um compromisso dinâmico de gestão que exige disciplina. Ao assegurar que cada aporte chegue ao seu destino, a Samarco reafirma seu papel como viabilizadora de uma reparação definitiva, zelando pelo legado que deixaremos para o futuro.

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