Em setembro do ano passado, dois adolescentes de 14 anos foram baleados logo após saírem de uma igreja, no bairro Inhanguetá, em Vitória. Caio Tieres Braz de Castro morreu no local. Quase um ano depois, a Polícia Civil prendeu Marcelo Henrique dos Santos Farias, conhecido como “Balic”, de 19 anos, e apreendeu dois suspeitos, um adolescente de 15 anos e outro que hoje tem 18, mas tinha 17 na época do crime.
Segundo o adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, delegado Moreno Gontijo, as vítimas não tinham qualquer envolvimento com o crime e foram escolhidas de forma aleatória.
No dia do ataque, os suspeitos, ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), saíram do bairro Alagoano, em Vitória, para atacar Inhanguetá, área dominada pelo Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Três indivíduos entraram em um carro para dar um ataque sem vítima específica. Eles vão tentando encontrar qualquer pessoa. Por uma infelicidade, encontraram esses dois menores que tinham saído da igreja e estavam em frente da casa ouvindo música
Quando viram as vítimas, os criminosos abordaram os adolescentes. Caio, ao perceber que eles estavam armados, se assustou e correu.
“Assim que ele correu, foi atingido por diversos disparos de arma de fogo. O outro tomou um tiro na mão e conseguiu sobreviver. Ele se recuperou, mas ficou traumatizado, perdeu um amigo”, relatou Gontijo.
Marcelo Henrique foi preso em setembro do ano passado, no Morro do Alagoano, em Vitória. Já os adolescentes foram apreendidos na última semana: um na quarta-feira (13) e outro na sexta-feira (15). O suspeito de 18 anos foi localizado na casa da mãe, na Serra, e o menor, de 15, foi encontrado em Mário Cypreste, na Capital.
Marcelo Henrique dos Santos vai responder por homicídio qualificado – por motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito – além de tentativa de homicídio e associação criminosa. Ele também foi indiciado por corrupção de menores. Já o rapaz de 18 anos e o adolescente de 15 anos responderão pelos mesmos crimes, mas na forma análoga ao ato infracional.