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Operação Gypaetus

Servidor da PRF no ES é afastado suspeito de esquema que liberava veículos de carga

Alvo é investigado, juntamente com empresários do setor de transporte de cargas, por corrupção e inserção de dados falsos em sistema de informação

Publicado em 23 de Outubro de 2025 às 09:55

Felipe Sena

Publicado em 

23 out 2025 às 09:55
Operação Gypaetus investiga servidor por inserção de dados falsos em sistemas
Operação Gypaetus investiga servidor por inserção de dados falsos em sistemas Crédito: Divulgação PF
Um servidor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi afastado do cargo, nesta quinta-feira (23), suspeito de liberar irregularmente veículos de transportadoras em troca de vantagens indevida. O afastamento ocorreu em cumprimento a mandado de suspensão do exercício de função pública, durante a Operação Gypaetus. A ação, realizada pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal (PF) e integrada com a PRF, apura um esquema no Espírito Santo em que o alvo é investigado – com empresários do setor de transporte rodoviário de cargas – por corrupção e inserção de dados falsos em sistema de informação.
Durante a operação também foram cumpridos – com o apoio da Corregedoria da PRF– cinco mandados de busca e apreensão em Venda Nova do Imigrante e Brejetuba, na Região Serrana do Espírito Santo, e em Castelo, no Sul do Estado. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos, que serão encaminhados ao Setor Técnico-Científico (Setec) da Polícia Federal para análise pericial.  Segundo a Polícia Federal, o servidor é investigado por corrupção e inserção de dados falsos em sistema de informação. Além dele, empresários do setor de transporte rodoviário de cargas também são alvos da investigação. A Justiça Federal expediu cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de suspensão do exercício de função pública contra o servidor.

Com era o esquema, segundo a PF

A Polícia Federal informou que as investigações começaram a partir de informações repassadas pela Corregedoria da PRF no Espírito Santo. Segundo a PF, o servidor realizava simulações de vistorias veiculares no sistema informatizado da corporação — Sistema de Parte Diária Informatizada (PDI) —, registrando inspeções que nunca aconteceram e liberando veículos de forma irregular.
O cruzamento de dados revelou que diversos caminhões constavam como vistoriados no sistema da PRF, porém, estariam trafegando em Estados diferentes da suposta vistoria, o que teria confirmado que a inserção dos dados era falsa. As apurações também apontaram que transportadoras foram beneficiadas com os registros falsos, indicando possível conluio entre o servidor e empresários.
De acordo com a PF, foram identificadas 18 vistorias vinculadas aos investigados, sendo sete delas com indícios concretos de fraude. A corporação afirmou que as investigações continuam para aprofundamento da apuração, inclusive, para verificação da participação de outros envolvidos e coleta de outros elementos.
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