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Furto de energia

Polícia flagra "gatos de energia" em dois estabelecimentos na Serra

A operação encontrou irregularidades em empresas dos bairros Parque das Gaivotas e São Francisco; um dos donos foi autuado em flagrante, mas pagou fiança e foi liberado

Publicado em 15 de Agosto de 2025 às 15:05

Lucas Gaviorno

Publicado em 

15 ago 2025 às 15:05
"Gatos de energia" foram encontrados em duas empresas da Serra Crédito: Divulgação/Polícia Civil
Uma operação da Polícia Civil flagrou dois estabelecimentos furtando energia elétrica em diferentes regiões do município da Serra: uma empresa de reciclagem em Parque das Gaivotas, e em uma fábrica de gelo no bairro São Francisco, na região de Jacaraípe. A ação ocorreu na quarta-feira (13) e quinta-feira (14). Um dos donos das empresas foi autuado em flagrante.
Na fábrica de gelo, foi encontrada uma ligação clandestina que abastecia três câmaras frias, uma máquina de gelo em escamas com ciclo de produção de alta escala a cada 15 minutos, uma máquina menor de gelo filtrado e toda a parte elétrica do estabelecimento.
Um homem de 48 anos, identificado como o proprietário da fábrica do estabelecimento, afirmou aos policiais que a empresa funcionava há oito meses, mas a rede social do estabelecimento foi acessada, mostrando que as publicações eram feitas desde 2021. O dono foi conduzido ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), autuado em flagrante por furto de energia elétrica, mas, ao pagar fiança, foi liberado na quinta-feira (14).
Já na quarta (13), a operação foi ao local onde funcionava a empresa de reciclagem, e descobriram que lá também funcionava mais um estabelecimento. Os policiais verificaram que, em uma das empresas, havia uma ligação trifásica clandestina, sem medidor e fora das normas da concessionária, atendendo o escritório e alojamento do local.
Técnicos da concessionária de energia EDP foram ao local, retiraram as ligações clandestinas e fizeram um Termo de Ocorrência e Inspeção (TOI), destacando as irregularidades encontradas no espaço. O proprietário da empresa foi procurado pelos policiais, mas não foi localizado. A PC destacou que ele será investigado. 
A EDP destacou que os responsáveis legais devem pagar o valor correspondente à energia não faturada durante o período da fraude, e custos administrativos, conforme a Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), além do processo criminal.
A operação foi realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Departamento de Investigações Criminais (Deic), com apoio de peritos do Departamento de Engenharia Forense do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Científica (PCIES) e técnicos da EDP.

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