A Polícia Civil divulgou a imagem de Alexandre Alves Serafim, de 52 anos, investigado por atropelar o representante comercial Leonardo Dassie de Sá, de 49 anos, em Bela Aurora, Cariacica, no último dia 7. A vítima chegou a ficar internada, mas não resistiu.
Segundo a Polícia Civil, já existe um mandado de prisão preventiva contra Alexandre, além de mandados de busca e apreensão. Agentes da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT) foram atrás do investigado na manhã desta terça-feira (23), na casa dele, em Bela Aurora, e em um frigorífico, em Porto de Cariacica, mas o homem não foi localizado.
O titular da DDT, delegado Maurício Gonçalves, pediu ajuda da população para a localização de Alexandre. "As investigações avançaram e resultaram na expedição do mandado de prisão preventiva. Realizamos diligências para cumprir a ordem judicial, mas ele não foi localizado. Contamos com o apoio da população para que qualquer informação sobre seu paradeiro seja repassada de forma anônima às autoridades", afirmou o delegado.
Informações podem ser compartilhadas através do Disque-Denúncia, no telefone 181 ou no WhatsApp, pelo (27) 99253-8181, além do site disquedenuncia181.es.gov.br.
Atropelamento foi gravado por câmeras
Leonardo havia trabalhado como garçom em uma lanchonete na noite de 6 de junho. Por volta de 1h27 de 7 de junho, ao deixar o estabelecimento, foi atingido por um carro que trafegava na contramão da via (veja acima). Com a força do impacto, a vítima foi arremessada cerca de 10 metros e bateu a cabeça em um meio-fio.
Segundo testemunhas, o condutor do carro demonstrou preocupação apenas com os danos causados ao veículo. Depois, ele fugiu do local. No último dia 12, Alexandre chegou a depor da DDT, mas na ocasião foi liberado, já que não havia mandado de prisão contra ele.
O que diz a defesa
O advogado Rafael Almeida, que faz a defesa do investigado, afirmou que o cliente deve se apresentar às autoridades ainda nesta terça-feira (23) para o cumprimento da decisão judicial.
O profissional afirmou ter recebido a decisão com surpresa, alegando que Alexandre sempre colaborou com a investigação. Almeida acrescentou ainda que o cliente não havia sido localizado anteriormente devido ao forte abalo emocional em decorrência do acidente.