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Polícia pede para soltar casal preso por morte de bebê e descarta crime

Polícia pede para soltar casal preso por morte de bebê e descarta crime

Polícia Civil disse que pediu a revogação da prisão da mãe e do padrasto após constatar em novo laudo que lesões na menina seriam de massagem cardiorrespiratória em tentativa de salvar a criança

Felipe Sena

Repórter / [email protected]

Publicado em 27 de maio de 2025 às 13:35

A mãe foi identificada como Paula Nazarett dos Santos Barbosa, 31 anos, e o namorado dela como José Wilson Guimarães Júnior, de 38 anos
Paula Nazarett dos Santos Barbosa, 31 anos, e José Wilson Guimarães Júnior, de 38 anos Crédito: Acervo Pessoal

A Polícia Civil revelou nesta terça-feira (27) que não há indícios de crime na morte de uma bebê de um ano e seis meses levada para um Pronto Atendimento em Vila Velha no início de 10 maio e que pediu à Justiça a revogação da prisão da mãe e do padrasto da criança. José Wilson Guimarães Júnior, de 38 anos, e Paula Nazarett dos Santos Barbosa, 31, padrasto e mãe de Agatha Ester Santos Barbosa, estavam presos desde o início da investigação, que está prestes a ser finalizada. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que os dois deixaram o sistema prisional na quarta-feira, dia 28 de maio, por meio de alvarás de soltura. 

No início do inquérito, a Polícia Civil divulgou que o casal havia sido autuado em flagrante por "homicídio qualificado com emprego de meio insidioso ou cruel contra menor de 14 anos", e teve a prisão preventiva decretada. No entanto, em novo posicionamento sobre a morte da menina nesta terça-feira, a corporação afirma que há indícios de que as lesões foram provocadas, na verdade, por manobras na tentativa de salvar a criança. Destacou ainda que não foram identificadas "qualquer conduta que desabone a mãe da criança ou seu namorado, que estava responsável pela menor no momento dos fatos". Veja abaixo a nota na íntegra:

Polícia Civil | Nota na íntegra

"A Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), informa que as investigações referentes ao caso ainda não foram concluídas, mas se encontram em vias de ser. No curso das investigações, não foram identificados elementos que justificassem a manutenção da prisão preventiva. Por essa razão, a autoridade policial representou pela revogação da prisão.
fortes indícios de que a lesão inicialmente constatada tenha sido provocada por uma massagem cardiorrespiratória realizada de forma incorreta, por pessoa leiga, sem formação técnica, no calor do desespero e realizada no corpo frágil de uma bebê. Portanto, não se configura crime. Importante destacar que a criança apresentava um quadro clínico debilitado e estava sendo levada diariamente à UPA de Riviera da Barra para receber medicação venosa e ser avaliada.
Ressalta-se que durante as diligências realizadas não foram identificadas qualquer conduta que desabone a mãe da criança ou seu namorado, que estava responsável pela menor no momento dos fatos."

Segundo a Secretaria de Estado da Justiça, o casal seguia preso na manhã desta terça-feira (27).

MPES aguarda conclusão de inquérito

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), também se manifestou em nota, por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Vila Velha, informando que "está acompanhando o caso e aguarda a conclusão do Inquérito Policial para a adoção das medidas cabíveis. A Instituição reforça seu compromisso com a atuação firme e responsável na defesa da sociedade e na apuração de fatos que demandem providências legais", disse o órgão ministerial

Relembre o caso

José Wilson deixou a enteada Agatha Ester na UPA de Riviera da Barra e disse que a menina estava passando mal, com infecção preexistente, mas a criança já estava morta, segundo a Polícia Civil. Na ocasião, a Polícia Científica disse que a criança apresentava sinais de violência. Segundo a corporação, um laudo do médico legista do Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Científica, teria apontado que as lesões encontradas na menina seriam "incompatíveis com causas naturais ou queda, sendo compatíveis com traumas provocados por terceiros".

Agatha Ester Santos Barbosa Crédito: Acervo Pessoal

Em entrevista por telefone à TV Gazeta, a madrinha da criança contou que viu a afilhada na última quinta-feira (8) e que ela estava passando mal, com infecção urinária e diarreia. "Ela estava com uma infecção no sangue e na urina. Tomou o último remédio na quinta-feira à noite, prescrito para sete dias de tratamento. As perninhas, os bracinhos, tudo estava limpinho (sem machucados). Só estava com diarreia", disse a mulher na ocasião.

Vizinhos da mãe, ouvidos pela reportagem, disseram que a mãe e o namorado saíram de casa com Aghata depois que a menina teve falta de ar.

Atualização
29/05/2025 - 06:23hrs
Após publicação desta matéria, a Sejus informou que o casal foi solto e deixou o sistema prisional na quarta-feira, dia 28 de maio, por meio de alvarás de soltura. Este texto foi atualizado.
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