A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, apresenta nesta segunda-feira (11) a conclusão das investigações sobre o assassinato do empresário Wallace Borges Lovato, ocorrido em 9 de junho, na Praia da Costa, em Vila Velha.
Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e se tornaram rés em ação penal. Quatro estão presas e uma permanece foragida. A coletiva de imprensa será às 10h, na Chefatura de Polícia Civil, em Vitória.
O que já foi esclarecido
Segundo informações da jornalista Vilmara Fernandes, a denúncia foi aceita pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Vila Velha, que também decretou a prisão preventiva dos acusados. As investigações apontam as seguintes participações no crime:
- Bruno Valadares de Almeida – suspeito de ser mandante; preso
- Bruno Nunes da Silva – suspeito de ser o organizador da logística; foragido
- Arthur Laudevino Candeias Luppi – suspeito de ser o motorista envolvido no crime; preso
- Arthur Neves de Barros – suspeito de ser executor; preso
- Eferson Ferreira Alves – suspeito de ser responsável por aluguel de carro e hospedagem; preso
A motivação estaria ligada a um suposto desvio de valores que pode ultrapassar R$ 3 milhões, envolvendo empresas das quais Wallace era sócio. Conforme a denúncia, o principal beneficiado seria Bruno Valadares, diretor financeiro da Globalsys. O empresário desconfiou das movimentações e contratou uma auditoria. Temendo ser descoberto, Valadares teria encomendado a morte da vítima.
No dia do crime, os suspeitos chegaram em um Fiat Pulse, aguardaram por cerca de duas horas e, quando Wallace se aproximava de sua BMW, efetuaram um único disparo que atingiu a nuca dele. O empresário chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O Fiat Pulse foi encontrado abandonado próximo à Terceira Ponte e tinha placa clonada.
Prisões e fugas
Após o crime, Arthur Neves e Laudevino fugiram no Fiat Pulse até a alça da Terceira Ponte, onde encontraram Bruno Nunes em um Fiat Argo. O grupo seguiu até Ibiraçu e depois para Teixeira de Freitas (BA). De lá, Arthur Neves foi para a Paraíba, onde a moto e celulares foram queimados. Eferson também retornou para a Bahia.
Laudevino foi preso em Minas Gerais. Eferson se apresentou à polícia dias depois. Arthur Neves foi capturado na Paraíba e Bruno Valadares, no Espírito Santo. Apenas Bruno Nunes segue foragido.
O que dizem as defesas
O advogado Jonatas Pires, que representa Bruno Valadares, informou que já existe recurso no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) pedindo a soltura do cliente. “Vamos aguardar a tramitação do processo para responder à acusação, alegando a inocência e mostrando a versão dos fatos”, declarou.
O advogado Leandro Cassio Mantovani, que defende Arthur Laudevino, disse que dará início à resposta à acusação e a pedidos de liberdade, garantindo o direito constitucional à ampla defesa. A defesa dos demais acusados não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação.