Publicado em 26 de novembro de 2025 às 18:57
A estrutura da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV) atuante no Complexo da Penha, em Vitória, foi identificada durante a investigação da Operação Octopus. Quatro deles – entre gerentes e abastecedores – foram presos durante a fase ostensiva, realizada em 9 de setembro pela Polícia Civil. Entre os pontos dominados por eles estavam as bocas de fumo "Ponto Final", no Bairro da Penha, e "Praia", na Praia do Canto, ambas na Capital do Espírito Santo. >
Entre o quarteto estão João Manoel Xavier Fraga, de 30 anos, Karoline Dias do Espírito Santo, de 29, (apontados como gerentes) Pedro Henrique de Jesus Santos, de 28, (contenção) e Igor Santos de Souza, de 23, (abastecedor). Na ação, que tinha como foco desarticular o PCV, outras quatro pessoas também foram presas, sendo um em Minas Gerais, e 18 denunciados pelo Ministério Público pela prática dos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (26). >
A ação feita pela PC, por meio do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), contou com apoio da da Subsecretaria de Inteligência (SEI) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). Além dos levados à prisão, Welington Cláudio Bandeira Júnior, conhecido por "Fruta" e "Frutinha”, e Deildo Souza dos Santos, vulgo "Vacão", que tinham mandado de prisão preventiva na operação, seguem foragidos.>
Conforme documento divulgado pela pasta estadual, “Frutinha” era gerente de pontos de venda de drogas na região, responsável pela gestão financeira, controle de vendas e movimentação de valores ilícitos. Já ‘’Vacão’’ atuava de forma estável e como fornecedor de maconha, colaborando no abastecimento das bocas de fumo do Complexo da Penha.>
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Na lista de pessoas com mandados em aberto estava uma que acabou presa três dias antes da operação acontecer. Leonardo Catarino Fraga, de 27 anos, foi encontrado com uma moto furtada em 5 de setembro. O líder do grupo, Yuri de Andrade Bento, está na cadeia desde 2024. >
"Foi uma operação bastante importante com resultado satisfatório. Operações como essa fazem com que a gente reduza o âmbito de atuação dessas facções, com que a gente evite que surjam novas lideranças. A gente nota que muitas vezes esses gerentes ou esses indivíduos que atuam com o braço armado no futuro vêm a se tornar novas lideranças, se eles não são presos", detalhou o delegado do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), Leonardo Vanaz.>
Confira lista completa dos presos:>
A identificação dos integrantes da organização criminosa PCV era o foco da Octopus. "O trabalho de combate às facções é de caráter permanente. Ações como essas são muito importantes para evitar o avanço da violência desses grupos criminosos", destacou Leonardo Vanaz. >
Segundo o delegado, a investigação foi longa e importante para compreender o funcionamento de diversos pontos de tráfico em Vitória. Na lista abaixo, a reportagem detalha a estrutura e quem atuava como 'cúpula' do PCV no Complexo da Penha. Destes, apenas Leonardo, Yuri e Wanderson não foram presos no dia 9 de setembro por já estarem reclusos em unidades prisionais. >
A operação contou com apreensão de celulares, aparelhos eletrônicos, máquinas de cartão de crédito, rádios comunicadores e anotações sobre a contabilidade que ajudaram na descoberta de diversos detalhes da associação criminosa. >
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