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Publicado em 15 de outubro de 2021 às 08:07
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Sul), deflagrou nesta sexta-feira (15) a “Operação Teste Falso” em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado. O objetivo é desarticular uma associação criminosa suspeita de fraudar exames clínicos, médicos e psicológicos; cursos obrigatórios e de especialização, relativos a processos para renovação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e primeira habilitação, além de processos de transferência de veículos.>
Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos pelo Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, com apoio de policiais militares do 9º BPM. Foram também aplicadas medidas cautelares diversas da prisão. A 4ª Vara Criminal da Justiça Estadual de Cachoeiro de Itapemirim foi quem deferiu as medidas.>
As buscas por elementos de prova e diligência para cumprimento dos mandados de prisão estão sendo efetuadas nas residências e nos endereços comerciais e de trabalho dos investigados. Participam da operação promotores de Justiça do Gaeco-Sul, policiais militares do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e do 9º BPM.>
Na manhã desta sexta, o promotor Luiz Agostinho Abreu da Fonseca, que é o coordenador do Gaeco Sul, informou que ainda não foram cumpridos todos os mandados porque algumas diligências ainda estavam sendo realizadas. Duas pessoas estão detidas e uma ficará em prisão domiciliar, porque está com Covid-19. A identidade dos detidos não foi revelada. Também houve prisão em flagrante, mas a quantidade e os motivos não foram divulgados.>
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Ainda de acordo com o Ministério Público do Espírito Santo, pelo menos duas clínicas que trabalham com renovação de habilitação estão envolvidas no esquema. >
Operação mira fraudes em exames para renovação de CNH em Cachoeiro
A “Operação Teste Falso” foi deflagrada após se investigar a notícia de que pessoas estariam atuando de forma a fraudar a cadeia de custódia em exames toxicológicos, para obtenção de resultados negativos ao consumo de substâncias entorpecentes, uma vez que esses exames são essenciais à obtenção e renovação de Carteira Nacional de Habilitação na modalidade profissional (C,D e E), bem como necessários para regularidade dessas CNHs.>
A notícia dava conta da participação de pessoas que agiam como uma espécie de despachante, de funcionários e donos de clínicas credenciadas pelo Detran para o processo de renovação de CNH e de funcionários e donos de laboratórios e postos credenciados para a coleta do material biológico. O material biológico efetivamente levado à exame não era da pessoa interessada em renovar ou mudar de categoria na CNH e sim de terceiros, cuja análise não resultaria em reprovação pelo consumo de substâncias ilegais.>
Iniciadas as investigações, além das fraudes nos exames toxicológicos foi possível identificar outras fraudes praticadas por essas pessoas, todas relacionadas a processos envolvendo Carteira Nacional de Habilitação e registro e transferência de veículos.>
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