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Primata II

Operação com mais de 100 policiais prende 10 pessoas em Vila Velha

A ação foi desencadeada na manhã desta quinta-feira (12) pelas polícias Federal e Militar nos bairros Boa Vista I e II. Três pistolas, munições, dinheiro em espécie, além de pinos de cocaína foram apreendidos

Publicado em 12 de Março de 2020 às 12:48

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 mar 2020 às 12:48
Três pistolas, muita munição, balança de precisão e também dinheiro foram encontrados nos locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão Crédito: Divulgação/Polícia Federal
Uma operação realizada em conjunto pela Polícia Federal no Espírito Santo e pela Polícia Militar resultou na prisão de dez suspeitos de tráfico de drogas, apreensão de três armas de fogo, munições (incluindo 100 munições de fuzis) e ainda pinos de cocaína. A ação, batizada de Primata II, foi desencadeada nos bairros Boa Vista I e Boa Vista II, em Vila Velha na manhã desta quinta-feira (12). Entre os presos,  que não tiveram o nome divulgado, estão seis homens que exercem cargo de "chefia" no comando do tráfico da região.
Com o intuito de reprimir o tráfico de drogas, mais de 100 policiais, sendo 63 federais e 40 militares, cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, além de outros oito de prisão. Duas pessoas também foram presas em flagrante.
Centenas de pinos de cocaína foram apreendidos na operação Crédito: Divulgação/Polícia Federal
Além das armas e drogas, foi apreendido uma quantia de R$ 6 mil em espécie. Uma balança de precisão e dois carregadores também foram recolhidos.
A partir dos dados coletados e apreendidos durante a deflagração, espera-se concluir essa fase investigativa com o completo esclarecimento dos fatos e identificação de outros possíveis envolvidos na atividade ilícita.

PRIMATA II

O nome decorreu do fato de a Polícia Federal ter deflagrado na mesma região a Operação Primata no ano de 2009 com o objetivo de reprimir os mesmos crimes. À época, a Operação foi denominada Primata porque um dos principais investigados era conhecido pela alcunha Macaco Branco, recentemente morto. Macaco Branco era Alexandre Teixeira Carlos, de 32 anos, o vendedor de churrasquinho que morreu no dia 9 de março após ser agredido por dois comerciantes em uma briga pela iluminação de um campinho de futebol. A Polícia Federal iniciou as investigações da segunda fase da operação porque desconfiou que Alexandre, que chegou a ser preso, tinha voltado a praticar crimes. Os investigadores, no entanto, não conseguiram confirmar essa hipótese antes de sua morte, mas seguiram com a investigação que culminou com a prisão de outros suspeitos.

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