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O que se sabe sobre morte em tanque de ácido de empresa em Castelo

O que se sabe sobre morte em tanque de ácido de empresa em Castelo

Vítima estava desaparecida desde sexta-feira (14) e foi procurada na empresa pela irmã; um funcionário encontrou os restos mortais

Carol Leal

Repórter / [email protected]

Publicado em 17 de novembro de 2025 às 18:05

Tanque de ácido fosfórico onde corpo foi encontrado, em Castelo
Tanque de ácido fosfórico onde corpo foi encontrado, em Castelo Crédito: Leitor/A Gazeta

A morte de um homem encontrado em um tanque de ácido, ocorrida no sábado (15) em Castelo, no Sul do Espírito Santo, segue sendo investigada pela Polícia Civil. Até o momento, a vítima não foi identificada e ainda não se sabe o que ocorreu. "Estamos investigando qual foi a causa da morte e vamos apurar todas as hipóteses", disse o delegado Estevão Oggione, responsável pelo caso.

Segundo ele, a morte foi notificada quando um funcionário chegou no local e viu que um tanque estreito contendo ácido fosfórico, usado para limpar chapas de granito, estava aberto e ligado. Quando verificou o interior do equipamento, o colaborador encontrou uma bota, partes de uma peça de roupa e o corpo. 

Na manhã de sábado (15), a Polícia Militar recebeu a informação de que uma mulher estaria na portaria de uma empresa de revestimentos localizada no bairro Aracuí, em Castelo, procurando o irmão que havia desaparecido na sexta-feira (14). A mulher ligou para o celular dele, mas um funcionário da empresa atendeu à ligação dizendo que o homem não estava no local. Ele pediu que a irmã buscasse o celular do familiar na portaria, mas o aparelho não estava no local quando ela chegou.

Já na empresa, um vigilante levou os policiais até onde o desaparecido trabalhava. Lá, o diretor contou que recebeu uma ligação do coordenador de produção pedindo para que ele fosse até o local, onde descobriu que o corpo de um possível funcionário estaria dentro do tanque de ácido fosfórico. 

Corpo de Bombeiros foi até a empresa para remover os restos mortais da vítima, que foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Vitória, onde passarão por exames para identificação e determinação da causa da morte, segundo a Polícia Civil. O laudo pericial deve ser emitido em até 10 dias, mas o prazo pode ser prorrogado entre 30 a até 90 dias.

Por meio de nota, a CS3 Revestimentos explicou que a vítima era um funcionário de uma empresa terceirizada, e que o caso aconteceu em área de acesso restrito, de uso exclusivo da prestadora de serviços. A empresa disse que está acompanhando o caso e cooperando com as autoridades responsáveis, aguarda andando esclarecimento oficial sobre o ocorrido.

Por fim, a CS3 Revestimentos afirmou que se solidariza com todos os envolvidos e reafirma que o assunto está sendo tratado com total responsabilidade e com absoluto respeito à família, amigos e colegas neste momento de dor.

Ácido fosfórico

O ácido fosfórico é um composto químico utilizado em setores diversos da indústria como produção de fertilizantes, bebidas, produtos de limpeza e alimentos, explica o químico industrial João Pedro Abreu. No setor de rochas ornamentais, como na empresa onde o caso ocorreu, o ácido é usado para remoção de manchas naturais de oxidação.

"Mesmo não sendo um dos mais agressivos utilizados na indústria, esse ácido ainda é capaz de causar queimaduras graves, bolhas e descamação quando em contato com a pele. Dentro dos tanques a substância costuma ser usada aquecida e concentrada, o que a torna altamente corrosiva", explicou o químico. 

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