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Ostentação na internet

Mulher que liderava quadrilha no ES colecionava itens e viagens de luxo

Camila Francis da Silva, e o marido dela, Washington Henrique dos Passos, foram presos; a suspeita usava perfil falso para atrair vítimas e extorquir homens casados, segundo a Polícia Civil
Júlia Afonso

Publicado em 

12 dez 2025 às 10:02

Publicado em 12 de Dezembro de 2025 às 10:02

Viagens para Dubai e perfumes importados: a vida que Camila Francis da Silva ostentava nas redes sociais era de alto padrão. Acontece que, segundo a Polícia Civil, quem financiava tudo eram as vítimas dela e dos comparsas, alvos da Operação Luxúria, realizada nesta sexta-feira (12). A mulher e o marido, Washington Henrique dos Passos, foram presos.
O golpe funcionava da seguinte forma: Camila mantinha um perfil falso na internet para a contratação de programas. “Ela marcava o encontro, se disponibilizava a ir para outro município ou a pessoa podia ir encontrá-la. Depois, ela descobria que a pessoa era casada, tinha filhos e começava a extorqui-la, dizendo que iria destruir a família, conversar com a esposa. Uma das vítimas relatou também que recebeu a foto de uma arma”, detalhou o delegado Erick Lopes Esteves, da Delegacia de Vila Valério, responsável pelas investigações.
Com as ameaças, as vítimas enviavam dinheiro. Foi após uma delas perder cerca de R$ 30 mil e procurar a Delegacia de Vila Valério que as investigações começaram, revelando pessoas lesadas em várias cidades do Espírito Santo.
“Com o dinheiro das extorsões, ela levava uma verdadeira vida de luxo. Era uma pessoa que pegava o dinheiro e gastava, porque sabia que, a qualquer momento, isso poderia dar problema”, destacou o delegado.
Suspeita, que se apresenta como Camila Francis nas redes sociais, antes e depois dos golpes
Suspeita, identificada como Camila Francis da Silva, antes e depois dos golpes Crédito: Divulgação e Redes Sociais

Marido preso

Além de Camila, o marido dela, Washington Henrique dos Passos, também foi preso. A Polícia Civil informou que a terceira pessoa com mandado é Wilza de Lima Alves, localizada no final da manhã no bairro Mário Giurizatto, em Colatina, enquanto trabalhava como diarista.
Durante as buscas nesta sexta-feira, foram apreendidos diversos itens de luxo, como relógios, óculos, perfumes importados, valores em espécie e um veículo avaliado em R$ 120 mil (confira no vídeo abaixo).
Para lavar o dinheiro, a quadrilha abria contas em nome de terceiros para receber os valores e ainda contraía empréstimos usando essas contas. Wilza era uma das pessoas que participava do grupo nessa função — a de receber as quantias em sua própria conta — e tinha até cadastro no programa Bolsa Família.

O que diz a defesa

Em nota enviada à TV Gazeta, a defesa do casal informou que já está em contato com o delegado responsável pelo caso. "Nossa prioridade imediata é garantir o acompanhamento legal do interrogatório e, posteriormente, ter acesso integral aos documentos do inquérito policial. Só a partir dessa análise minuciosa poderemos entender de fato a natureza e o escopo exato das acusações formuladas pela investigação", finalizou o comunicado do advogado Anderson Aldori.
A defesa de Wilza não foi localizada pela reportagem. A Gazeta mantém este espaço aberto para manifestações.

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