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Mulher detida com droga enrolada em borracha de pneu na parte íntima

Caso aconteceu em Vila Velha; outras duas mulheres também foram pegas tentando entrar com materiais na parte íntima

Publicado em 02/04/2019 às 21h35

Uma costureira, de 42 anos, identificada como Roberta Faria Lopes, foi detida na manhã desta terça-feira (02), suspeita de tentar entrar com drogas em um presídio, em Vila Velha. O material estava escondido nas partes íntimas da mulher, e enrolados em um pedaço de pneu.

De acordo com um diretor do presídio, que preferiu não dizer o nome, além da costureira, outras duas mulheres, de 31 anos , e Maria Carolini Nunes, 21, também foram detidas pela mesma ação.

A costureira foi detida com 32 buchas de maconha e 06 buchas de fumo enroladas em um pedaço de pneu. Já a mulher de 31 anos, estava com 16 buchas de fumo, 4 pedaços de uma fita adesiva, 23 comprimidos brancos que não foram identificados pela polícia, além de três carregadores de caneta (tinta que fica na parte interior da caneta). Já Maria Carolini estava com 14 buchas de maconha e uma carta. Todos os materiais estavam introduzidos nas partes íntimas das suspeitas.

O diretor explicou que toda segunda, terça e quarta-feira é dia de visita íntima na unidade, e as mulheres se arriscam constantemente com a tentativa de entrar com remédios, drogas e outras objetos nos presídios.

“Primeiro elas passaram pelo detector de metal, que não acusou nada. Quando perguntamos sobre a possibilidade de estar com drogas inseridas nas partes íntimas duas delas confessaram e foram pala uma sala reservada com uma agente retirar, mas a mais nova se recusou e foi pega enquanto passava pelo bodyscan, que é capaz de detectar objetos no interior do corpo”, disse.

Segundo o diretor, a costureira foi uma das suspeitas que não quis passar pelo aparelho, apesar de utilizar a borracha do pneu para esconder a droga ao passar pelo equipamento. “Ela enrolou com esse material com a ideia de que ele não seria detectado no aparelho, mas antes mesmo de passar por ele, ela confessou estar com drogas”, contou.

Já Maria Carolini chegou a passar pelo bodyscan, mas foi pega pelos agentes.

“Ela estava com menos coisas, o maior medo dela não era as drogas, mas sim a carta que continha informações da movimentação do tráfico de drogas a qual o marido dela preso é dono”, destacou o diretor.

As três mulheres mais os companheiros delas foram encaminhados para a 2ª Delegacia Regional de Vila Velha. Segundo a Polícia Civil, Roberta Lopes e Maria Carolini foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas e serão encaminhadas ao Centro de Triagem de Viana.

Ainda segundo a Polícia Civil, os respectivos companheiros das acusadas, Danilo Ferreira Bastos e Renan Silva dos Santos, também foram autuados por tráfico e reencaminhados ao presídio.

Já a mulher de 31 anos foi ouvida e liberada já que não estava com drogas, o companheiro dela também foi ouvido e reencaminhado a unidade.

FAMÍLIAS TÊM QUE PAGAR DÍVIDA DE PRESOS

Apesar das revistas realizadas nos presídios, algumas mulheres conseguem entrar com drogas nas unidades. De acordo com o diretor da penitenciária, quando as drogas entram na unidade, quem paga por elas são os familiares que estão do lado de fora.

“Eles usam drogas lá dentro, mas não tem dinheiro, não tem como pagar, quem sofre com isso são os parentes que estão do lado de fora e que são obrigados a arcar com a dívida”, contou.

O diretor pontuou ainda, que muitos familiares são ameaçados por traficantes quando não pagam as pendências de drogas dos internos.

“Eles passam os telefones dos familiares e do lado de fora da prisão, os criminosos ficam ligando para cobrar a dívida e até fazem ameaças. Muitos internos querem mudar de cela por não ter como pagar as drogas que usaram”, destacou.

A diretoria da unidade penitenciária informou que as revistas serão intensificadas na intenção de neutralizar as ações de mulheres que tentam entrar com drogas nos presídios.

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