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Motociclista que caiu da Segunda Ponte sonhava ser policial federal

Motociclista que caiu da Segunda Ponte sonhava ser policial federal

Familiares contaram que Fellyppe Gabryel Tofanin Brito, de 20 anos, estava trabalhando há poucos dias com entregas por aplicativo. Ocupação era temporária

Publicado em 14 de setembro de 2025 às 16:53

Fellyppe Gabryel Tofanin Brito, de 20 anos, morreu após ser arremessado da Segunda Ponte
Fellyppe Gabryel Tofanin Brito, de 20 anos, morreu após ser arremessado da Segunda Ponte Crédito: Redes Sociais

Um jovem sonhador, com muitos planos para a vida e que tinha como meta ser policial federal. Foi assim que familiares descreveram o motociclista Fellyppe Gabryel Tofanin Brito, de 20 anos, que morreu na madrugada de sábado (13) ao ser arremessado da Segunda Ponte e cair de uma altura de 20 metros após uma colidir com um carro. Ele trabalhava como motoboy à noite e nos fins de semana para complementar a renda e estava retornando para casa quando foi atingido pelo veículo na contramão.

No enterro do jovem, neste domingo (14), na Ponta da Fruta em Vila Velha, amigos e parentes contaram ao repórter Paulo Ricardo Sobral, da TV Gazeta, que Fellyppe Gabriel estava trabalhando com entrega por aplicativos desde a semana passada e que a ocupação seria por apenas alguns dias. O objetivo dele era juntar dinheiro para fazer uma viagem e também ajudar o pai, que precisou ser afastado do serviço.

Eliseu do Nascimento, tio de Fellyppe, veio às pressas de Rondônia, onde parte da família mora, para se despedir do sobrinho, que tinha acabado de completar 20 anos. "Ele era um menino sonhador, e tinha vontade de chegar em algum lugar, vontade de estudar e o sonho dele era ser um policial federal", contou o tio.

Velório de Fellyppe Gabryel Tofanin Brito, motociclista morto na Segunda Ponte
Velório de Fellyppe Gabryel Tofanin Brito, motociclista morto na Segunda Ponte Crédito: Paulo Henrique Sobral

Joseni Soares Simões, tia de consideração do rapaz, contou que Fellyppe sonhava também se formar, se casar e construir família e lembrou da sua constante participação na igreja. Ela cobrou punição para o motorista que provocou o acidente.

"Eu e o pai dele fomos os últimos a ver o Fellyppe vivo e os primeiros a ver morto.  Espero que essa pessoa seja encontrada. Não vai trazer a vida dele de volta, lógico que não, mas pelo menos a evitar que essa pessoa faça outras famílias sofrerem como nós estamos sofrendo. Quero que o motorista seja punido pela forma brutal que tirou a vida de um menino tão jovem, de um menino tão sonhador", disse.

A moto que Fellyppe pilotava foi atingida por carro em alta velocidade que subiu a alça da segunda ponte na contramão, na altura do bairro jardim América, Cariacica, no final da noite de sexta-feira (12). Joseni conta que foi uma das primeiras pessoas, junto ao pai do rapaz, a saber do acidente e foi acompanhar notícias do hospital. Pelo jovem ter sido resgatado com consciência, a tia teve esperança de que ele sobreviveria ao acidente.

A mãe e os irmãos do jovem moram nos Estados Unidos e não conseguiriam vir para a despedida. O pai, muito emocionado, não teve condições de dar entrevista.

Na cerimônia de despedida, amigos do rapaz do grupo de jovens da igreja Assembleia de Deus, do bairro Novo México, Vila Velha, estavam com a mesma camisa que colocaram nele para o enterro.

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