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Menina de 6 anos agredida e estuprada tem morte cerebral confirmada no ES

Padrasto da vítima, de 43 anos, está preso como suspeito. Caso foi descoberto na última sexta-feira (14) e morte foi confirmada no domingo (16)

Rede Gazeta
Publicado em 17/05/2021 às 09h12
Ecoporanga fica no extremo Norte capixaba e tem pouco mais de 20 mil habitantes segundo o IBGE
Ecoporanga fica no extremo Norte capixaba e tem pouco mais de 20 mil habitantes. Crédito: Divulgação/Prefeitura de Ecoporanga

A menina de 6 anos que foi agredida e estuprada em Ecoporanga, no Noroeste do Espírito Santo, teve a morte cerebral confirmada. Ela deu entrada em um hospital do município na última sexta-feira (14), foi encaminhada para Barra de São Francisco e depois para o Hospital Infantil em Vitória, devido ao grave estado de saúde. O padrasto, suspeito de ter cometido o crime, e a mãe dela foram presos.

Segundo informações da TV Gazeta Noroeste, a menina teve a morte cerebral confirmada na tarde deste domingo (16). Os órgãos serão doados por decisão do pai.

De acordo com o Conselho Tutelar de Ecoporanga, o irmão mais velho da menina está em Vitória, acompanhando o pai. Dois outros irmãos, um menino de 8 anos e uma menina de 3 anos, filhos de outro pai, ficaram sob cuidados do genitor. A identidade da vítima, da mãe e do padrasto não foram reveladas para preservar as crianças.

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Padrasto, suspeito de ter estuprado a enteada, foi preso em matagal de Ecoporanga. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

PADRASTO E MÃE PRESOS

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que tomou conhecimento dos fatos na manhã de sexta-feira, após a criança dar entrada no hospital de Barra de São Francisco. Após diligências iniciais e oitivas, foi solicitada como medida cautelar, para o bom andamento das investigações, a prisão temporária da mãe e do padrasto da menina, ambos de 43 anos.

O homem foi preso na manhã deste domingo. Ele estava escondido no meio de um matagal na localidade de Córrego do Beirador, em Ecoporanga, quando foi localizado. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que a prisão ocorreu após denúncias. Os militares encontraram o suspeito em um colchão escondido no meio de um mato. Ele foi encaminhado à 14ª Delegacia Regional de Barra de São Francisco, onde foi ouvido e encaminhado ao sistema prisional.

A Polícia Civil afirmou que o homem tem passagem por violência doméstica contra os próprios pais e por envolvimento com drogas.

A mãe da menina foi presa ainda no hospital. A Polícia Civil afirmou que, em depoimento, a mulher confessou que as agressões contra a vítima ocorreram na quinta-feira (13), versão que coincide com os hematomas e lesões relatados pela equipe médica:

“Segundo o delegado que está à frente das investigações, a mãe também confessou que em data pretérita, não precisando o dia, a criança teria aparecido com a roupa cheia de sangue, mas não denunciou o estupro à polícia”, afirma o texto. A mãe foi levada para o Centro de Detenção Provisória de Colatina.

Padrasto que estuprou enteada preso em Ecoporanga
Padrasto, suspeito de ter estuprado a enteada, foi levado para a Delegacia de Ecoporanga. Crédito: Redes Sociais

O CASO

Na última sexta-feira (14), por volta das 2h40 da manhã, uma criança de 6 anos, acompanhada da mãe, deu entrada em um hospital de Ecoporanga, no Norte do Estado, com lesões pelo corpo e crises convulsivas. Devido ao grave estado de saúde, a menina foi encaminhada para Barra de São Francisco. No hospital do município, o médico suspeitou que ela tivesse sido vítima de abuso sexual. Posteriormente, ela foi levada ao Hospital Infantil de Vitória.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

A reportagem de A Gazeta procurou a Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (17) para saber qual é a situação atual na mãe da menina e por quais crimes o padrasto foi autuado.  Veja a resposta na íntegra. 

"A Polícia Civil informa que tomou conhecimento dos fatos na manhã dessa sexta-feira (14), após a criança dar entrada no hospital de Barra de São Francisco. Após diligências iniciais e oitivas, foi solicitado como medida cautelar, para o bom andamento das investigações, a prisão temporária da mãe e do padrasto da criança, ambos de 43 anos. Assim que o pedido foi deferido pelo Judiciário, a mãe foi detida, ainda, no hospital.

Em depoimento, a mãe da criança confessou que as agressões contra a vítima ocorreram na quinta-feira (13), versão que coincide com os hematomas e lesões relatados pela equipe médica. Segundo o delegado que está à frente das investigações, a mãe também confessou que em data pretérita, não precisando dia, a criança teria aparecido com a roupa cheia de sangue, mas não denunciou o estupro à polícia.

O padrasto, segundo as investigações, deixou a mãe e a criança no hospital, e fugiu logo em seguida. Durante a manhã desse domingo (16), policiais militares receberam uma denúncia anônima de que ele estava escondido na localidade do Córrego do Beirador, em Ecoporanga. No local, os militares encontraram o suspeito em um colchão escondido no meio de um mato.

O padrasto foi encaminhado à 14ª Delegacia Regional de Barra de São Francisco e em depoimento, ele negou os fatos e disse que somente teria repreendido a criança e não a agrediu.

Após prestar depoimento, a mãe foi encaminhada para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Colatina e, o padrasto foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Domingos do Norte. Os dois permanecem detidos à disposição da Justiça e da autoridade policial.

A prisão dos dois suspeitos foram efetuadas em cumprimento de mandado de prisão temporária e somente ao final das investigações a autoridade policial definirá por quais crimes ambos responderão.

As investigações sobre as agressões e sobre o estupro continuam em andamento na Delegacia Regional de Barra de São Francisco e para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será divulgada. A assessoria da Polícia Civil não tem acesso ao estado clínico da criança."

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