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Publicado em 5 de outubro de 2025 às 10:45
Uma jovem de 20 anos foi encontrada sem vida pela própria mãe dentro do quarto na casa onde morava com a família no bairro Rosa da Penha, em Cariacica, na madrugada deste domingo (5). Júlia de Paula, que era estudante de Arquitetura, foi espancada e estrangulada, estava com o pescoço quebrado e apresentava lesões na cabeça e no maxilar. O namorado, Aleff Wingler, 25, é suspeito do crime e foi preso. >
Conforme informações da Polícia Militar, a mãe encontrou a jovem morta em cima da cama e sem as roupas íntimas. "De imediato, chamou a polícia que, ao chegar no local, verificou vários sinais de agressão pelo corpo da vítima, na face e marcas de esganadura no pescoço. Havia também marcas de sangue pelas escadas da casa e no chão do quarto. A roupa íntima da vítima estava suja de sangue e no chão, próximo ao corpo", descreveu a PM.>
A reportagem da TV Gazeta esteve no local e apurou que Júlia teria sido vítima de feminicídio. A família da universitária acusa o namorado dela de ser o principal suspeito do crime. Segundo familiares da vítima, Aleff, que apresenta comportamento agressivo após ingerir bebidas alcoólicas, estava em uma festa com a vítima durante o sábado (4), em um sítio em Viana.>
Após a festa, o padrasto do namorado de Júlia deixou o casal na residência dela, em Cariacica. Quando chegaram, a família de Júlia estava dormindo. Procurado pela polícia na região do crime, o suspeito não foi encontrado imediatamente, mas, após buscas, equipes do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) efetuaram a prisão em flagrante do suspeito de ser o autor do feminicídio de Júlia de Paula, quando ele tentava fugir para São Mateus, no Norte do Espírito Santo. >
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Familiares de Júlia e de Aleff relataram à reportagem que ele era possessivo e agressivo. Além disso, a jovem teria sido orientada a não continuar o relacionamento.>
De acordo com a Polícia Civil, o caso será investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). O corpo de Júlia foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Científica, para ser necropsiado e, posteriormente, liberado para os familiares.>
A corporação ainda destaca que a população sempre pode colaborar com as investigações prestando informações de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181, que também possui um site onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas, o disquedenuncia181.es.gov.br. O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas, informa a Polícia Civil.>
Com informações de João Brito, da TV Gazeta>
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