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Publicado em 5 de outubro de 2025 às 18:00
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na tarde deste domingo (5), o suspeito de matar a universitária Júlia de Paula Barbosa, 20 anos, na madrugada, no bairro Rosa da Penha, em Cariacica. Ele tentava fugir para São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Os policiais não informaram seu nome, mas a reportagem apurou que se trata de Aleff Wingler, 25, que namorava a jovem estudante de Arquitetura. O corpo dela foi encontrado pela própria mãe, após ter sido estrangulada — ela teve o pescoço quebrado e apresentava lesões na cabeça e no maxilar. >
Os detalhes sobre a prisão e como o crime foi praticado deverão ser passados nesta segunda-feira (6), durante coletiva de imprensa convocada pela Polícia Civil para abordar o caso. >
Até o momento o que se sabe é que, conforme informações da Polícia Militar, a mãe encontrou a jovem morta em cima da cama e sem as roupas íntimas. "De imediato, chamou a polícia que, ao chegar no local, verificou vários sinais de agressão pelo corpo da vítima, na face e marcas de esganadura no pescoço. Havia também marcas de sangue pelas escadas da casa e no chão do quarto. A roupa íntima da vítima estava suja de sangue e no chão, próximo ao corpo", descreveu a PM.>
A reportagem da TV Gazeta esteve no local e apurou que Júlia teria sido vítima de feminicídio. A família da universitária já acusava o namorado dela de ser o principal suspeito do crime. Segundo familiares da vítima, Aleff, que apresenta comportamento agressivo após ingerir bebidas alcoólicas, estava em uma festa com a vítima durante o sábado (4), em um sítio em Viana.>
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Após a festa, o padrasto do namorado de Júlia deixou o casal na residência dela, em Cariacica. Quando chegaram, a família de Júlia estava dormindo. Procurado pela polícia na região do crime, o suspeito não foi encontrado imediatamente, mas, após buscas, equipes do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) efetuaram a prisão em flagrante do suspeito de ser o autor do feminicídio de Júlia de Paula. >
Familiares de Júlia e de Aleff relataram à reportagem que ele era possessivo e agressivo. Além disso, a jovem teria sido orientada a não continuar o relacionamento.>
De acordo com a Polícia Civil, o caso será investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). O corpo de Júlia foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Científica, para ser necropsiado e, posteriormente, liberado para os familiares.>
A corporação ainda destaca que a população sempre pode colaborar com as investigações prestando informações de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181, que também possui um site onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas, o disquedenuncia181.es.gov.br. O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas, informa a Polícia Civil.>
Com informações de João Brito, da TV Gazeta>
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