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Grupo ameaçava moradores para instalar internet clandestina em Cariacica

Grupo ameaçava moradores para instalar internet clandestina em Cariacica

Os quatro suspeitos agiam na região do bairro Santo Antônio, ameaçando moradores e técnicos de operadoras para que somente o serviço clandestino fosse utilizado

Publicado em 24 de outubro de 2025 às 09:14

 - Atualizado há 3 meses

Segundo apuração da reportagem da TV Gazeta, o grupo usava uma casa como ponto de distribuição de internet

Quatro pessoas, de 25, 27, 29 e 24 anos, foram detidas, na quinta-feira (23), suspeitas de instalar internet clandestina e ameaçar moradores da região de Santo Antônio, em Cariacica. A Polícia Militar (PM) informou que três indivíduos são do Rio de Janeiro, e destacou que o grupo teria ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP). Os suspeitos foram levados à Delegacia Regional de Cariacica e liberados após pagarem fiança. 

Segundo o tenente Leal, da PM, duas residências em Santo Antônio eram utilizadas pelos criminosos. Imagens enviadas à reportagem de A Gazeta mostram uma das instalações com ferramentas e equipamentos. Na outra estava instalado o servidor que distribuía a internet clandestina.

Segundo as denúncias, os criminosos se passavam por técnicos, mas utilizavam de força, inclusive com arma de fogo, para ameaçar moradores e técnicos de operadoras que faziam o serviço local, obrigando, em tese, toda a comunidade a utilizar o serviço da internet deles

Tenente Leal

Policial Militar

Após denúncias, o serviço de inteligência da 16ª Companhia Independente da Polícia Militar passou a investigar o caso e identificou que o grupo atuava em Santo Antônio, Cariacica, e bairros do entorno, implementando na região ideias de facções do Rio de Janeiro. Segundo o tenente Leal, da PM, os criminosos cortavam os fios das operadoras legais para deixar moradores sem internet. Na sequência, ofereciam o serviço clandestino.

A Polícia Civil informou que os quatro suspeitos, 25, 27, 29 e 24 anos, foram autuados em flagrante por desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação e liberados para responder em liberdade, após o recolhimento da fiança arbitrada pela autoridade policial da Central de Teleflagrante.  

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