Três homens vão a júri popular pelo assassinato de Nadyane Santana, de 20 anos, encontrada morta em uma área de mata no bairro Village do Sol, em Guarapari, em abril de 2024. Entre os acusados está Anderson Henrique da Silva Kifer, apontado pela investigação como mandante do assassinato.
Segundo a polícia, ele era patrão de Nadyane, que trabalhava como ajudante em uma lanchonete, e mantinha um relacionamento extraconjugal com a jovem.
Os presos pelo crime são:
- Anderson Henrique da Silva Kifer, mandante do crime. Preso em 16/04/2024 no bairro Muquiçaba, Guarapari;
- Cláudio Junio Soares. Preso em 18/04/2024 no bairro Santa Rosa, Guarapari;
- Thalison Likteneld. Preso em 18/04/2024 no bairro Ipiranga, Guarapari.
De acordo com a investigação, a esposa de Anderson descobriu a traição, o que teria provocado conflitos familiares e ameaças envolvendo Nadyane. A polícia também apurou que a jovem guardava drogas para Cláudio, amigo de Anderson. Parte desse material teria desaparecido, gerando uma dívida de aproximadamente R$ 4 mil.
Ainda segundo as investigações, Anderson teria pago a dívida para Cláudio em troca da execução da jovem. Thalison Likteneld também é acusado de participar do crime.
Na época do crime, familiares afirmaram que a jovem estava grávida de dois meses. Após a publicação da reportagem, o advogado Lucas Neto, responsável pela defesa dos réus, informou que um laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Vitória, realizado em 6 de abril de 2024, não identificou sinais de gestação. Segundo ele, o documento foi anexado ao processo.
Conforme a denúncia do Ministério Público, na noite de 5 de abril de 2024, Cláudio e Thalison buscaram Nadyane na casa dela, no bairro Santa Rosa, dizendo que ela iria resolver a dívida. No entanto, segundo a acusação, a vítima estava sendo levada para ser assassinada.
Durante o trajeto, a jovem percebeu que algo estava errado e enviou fotos do interior do carro e do caminho para amigos. As imagens ajudaram a polícia a identificar o veículo usado no crime e a iniciar as investigações.
Segundo o processo, ao chegarem em Village do Sol, Nadyane foi retirada do carro e baleada. O corpo dela foi enterrado em uma cova rasa em uma área de mata.
A Polícia Civil apontou que Cláudio confessou o crime e detalhou a participação dos envolvidos. Já Thalison admitiu que estava no veículo, mas negou saber que o homicídio aconteceria.
Os três acusados vão responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Até o momento, a data do julgamento não foi definida pela Justiça.
Atualização
Na época do crime, familiares afirmaram que a jovem estava grávida de dois meses. Após a publicação da reportagem, o advogado Lucas Neto, responsável pela defesa dos réus, informou que um laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Vitória, realizado em 6 de abril de 2024, não identificou sinais de gestação. O título e o texto foram atualizados.