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Em Cachoeiro

Entenda como a polícia frustrou ameaça de ataque a escola no Sul do ES

Adolescente de 15 anos, morador de Cachoeiro de Itapemirim, fez publicações em uma rede social falando dos planos de realizar atentado

Publicado em 09 de Agosto de 2023 às 18:59

Júlia Afonso

Publicado em 

09 ago 2023 às 18:59
Máscaras, armas de pressão, besta e arco e flecha foram encontrados na casa de um adolescente de 15 anos em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, na terça-feira (8). A polícia esteve lá após receber a informação de que o garoto havia publicado em um fórum do Discord que planejava um ataque a uma escola. No post, ele dizia que tinha o material necessário e até treinamento para isso. A Gazeta te explica, nesta reportagem, como as autoridades chegaram até o suspeito.
Em maio deste ano, a Polícia Civil do Espírito Santo recebeu um relatório do Cyber Lab — iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para identificar ameaças cibernéticas e desenvolver estratégias para preveni-las — apontando que um usuário do Discord, no Estado, tinha feito publicação dizendo que cometeria um atentado em uma escola.
"Ele relatava que estava planejando um ataque desde os 12 anos. Falou que já possuía o armamento necessário, que tinha acesso a esse armamento e acesso a treinamento", detalhou o delegado Brenno Andrade, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).

Saiba mais

O projeto Escola Segura, do MJSP, envolve todas as polícias civis do país. A partir do momento em que a possibilidade de uma ameaça é identificada, a polícia do estado em que o suspeito está é acionada e localiza a pessoa, cumprindo mandado de busca e apreensão ou, dependendo do caso, de prisão.

Início das investigações
Após ser acionada pelo MJSP, a Polícia Civil capixaba iniciou as investigações e identificou que o adolescente morava em Cachoeiro de Itapemirim. O mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa dele, na terça-feira (8).
Buscas
"Na residência dele foram encontrados vários materiais que em tese poderiam ser utilizados para uma prática de um atentado. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão ele falou informalmente que tudo não passava de uma brincadeira, mas a polícia nesse caso não acredita, porque ele disse também que sofria bullying no ambiente escolar de professores e alunos", disse Andrade.
Material apreendido na casa de adolescente que planejava ataque em escola do ES
Máscaras, besta, arco e flecha, e faca foram apreendidos na casa do adolescente Crédito: Divulgação | Polícia Civil
O pai do garoto, um jornalista de 51 anos, é atirador esportivo, e na casa havia um cofre com pistolas e até fuzil. Para a polícia, o adolescente disse que não tinha acesso às armas. Apesar disso, o pai afirmou que já tinha levado o filho para praticar tiro esportivo.
"Aí também tem até um crime do pai, uma omissão de cautela, pois não pode fornecer uma arma de fogo para o menor de idade", ponderou o delegado. O pai também comentou que o adolescente fazia acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
Material apreendido
Na casa havia objetos expostos, como uma besta pendurada na sala (arma com um arco de flechas) e arma de pressão. No quarto do adolescente, a polícia apreendeu máscaras, arco e flecha, coldre e faca.
Além disso, dentro do cofre do pai havia uma pistola de calibre 765 sem registro. Por esse motivo, o atirador esportivo foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele foi levado até a delegacia, autuado e liberado após pagamento de fiança de R$ 3 mil.
Material apreendido na casa de adolescente que planejava ataque em escola do ES
Pistola sem registro, do pai do adolescente, que foi apreendida Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Celular, nazismo e mutilação
O celular do adolescente também foi apreendido. No aparelho, a polícia encontrou material com referências nazistas e imagens de automutilação.
"Em um dos casos ele disse que ele mesmo pediu para uma mulher se automutilar, então ele seria o autor desse crime de lesão corporal"
Delegado Brenno Andrade - Titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC)
Prosseguimento do caso
O adolescente foi conduzido até a unidade policial, prestou esclarecimentos e agora as investigações continuam, inclusive para descobrir se outras pessoas estariam envolvidas nessas ameaças.
José Darcy Santos Arruda, delegado-geral da Polícia Civil do Estado
O delegado José Darcy Santos Arruda alerta aos pais sobre comportamento anormal dos filhos Crédito: Ricardo Medeiros
"Agora o procedimento vai continuar para identificar outras pessoas e esse menor também ser encaminhado ao Poder Judiciário para ter um acompanhamento; ele pode ser condenado a uma internação também de até três anos", declarou o delegado.
Alerta aos pais
O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, deixou um alerta para os pais e responsáveis.
"Pais, diretores de escola, professores, observem seus filhos e alunos. Se sentir que ele está com dificuldade, isolado, chame ajuda. Não podemos deixar que fatos como os que já aconteceram ocorram novamente", ponderou Arruda.
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