As vítimas de um duplo homicídio ocorrido em março deste ano, no bairro Bom Pastor, em Viana, teriam sido mortas após uma delas agredir o primo de um traficante e por venderem drogas sem autorização das lideranças do tráfico da região. A motivação do crime foi divulgada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (22).
Segundo as investigações, Deyverson dos Santos Loureiro, de 20 anos, e Kaique Luciano Vasconcelos, de 18, foram executados por integrantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV). Os autores dos disparos seriam Gabriel Lopes de Souza, conhecido como Manchinha, e Guilherme Silva Freitas, o Fofão, que chegaram ao local em uma motocicleta.
Imagens de videomonitoramento mostram que os criminosos fugiram logo após cometerem o crime. (Veja vídeo abaixo)
Segundo o delegado Cleudes Junior, as investigações começaram após a polícia identificar a placa da moto, a tatuagem e a camisa de Gabriel pelas imagens da câmera. O proprietário do veículo foi procurado pela PC e informou que havia vendido a motocicleta para Manchinha. "Com isso, a prisão dele foi representada", disse Cleudes.
Durante interrogatório, Manchinha tentou criar um álibi, dizendo que estava em uma moto de cor diferente da registrada nas imagens e que estava levando Yan Felipe Melo de Oliveira para a casa de Fofão. Além disso, ele contou que os dois foram os autores do crime — afirmações que não foram comprovadas pela polícia.
Yan foi preso temporariamente no dia 23 de junho, na Operação Profanos — que buscava prender envolvidos deste mesmo crime. No dia, ele deu uma outra versão à polícia, informando que os autores do crime eram Manchinha e Fofão, o que foi comprovado pela corporação.
Crime encomendado
Segundo Manchinha, o duplo homicídio foi encomendado por Carlos Alberto dos Santos Gonçalves Júnior, conhecido como Beka ou Bequinha, apontado como liderança do tráfico e atualmente foragido no Rio de Janeiro. Ele já possui diversas passagens por homicídio e possui dois mandados de prisão em aberto.
Conforme as investigações, Manchinha seria gerente do tráfico de Bequinha nos bairros Santa Bárbara e Campina Grande, em Cariacica.
Motivação
Após a extração dos dados dos celulares apreendidos, a Polícia Civil descobriu que Deyverson havia agredido o primo de Manchinha. A corporação trabalha com a hipótese de que o traficante tenha sido informado sobre a agressão e determinado a execução das vítimas, embora essa informação ainda não tenha sido comprovada.
Além disso, as investigações apontam que Deyverson e Kaique estavam vendendo drogas em Bom Pastor sem autorização das lideranças do tráfico da região. A Polícia Civil acredita que os dois fatores foram determinantes para a execução dos jovens.
Nos celulares de Manchinha e Yan também foram encontrados dados sobre o tráfico de drogas e armas de fogo. Todos os envolvidos no crime fazem parte do Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Gabriel Lopes de Souza, o Manchinha, está preso e foi indiciado pelos homicídios, por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e constituição de milícia privada. Já Carlos Alberto dos Santos Gonçalves Júnior, o Bequinha, e Guilherme Silva Freitas, o Fofão, também foram indiciados, mas seguem foragidos. Os dois também foram indiciados pelos mesmos crimes de Manchinha.
Serviço
Denuncie
Ajude a Polícia Civil com informações que possam localizar os foragidos pelo número 181, WhatsApp (27) 99253-8181 ou pelo site disquedenuncia181.es.gov.br