As investigações sobre o assassinato de uma dona de bar em Vila Velha apontaram que a vítima foi atacada pelo próprio segurança do estabelecimento. Idalete Pereira Figueiredo, de 58 anos, era proprietária do "Bar da Loira", muito conhecido em Itapuã.
Segundo a Polícia Civil, a prisão de Sérgio Silva Soares, de 34 anos, ocorreu em 19 de outubro, mas só foi divulgada nesta quarta-feira (28). O crime aconteceu em 7 de junho e é investigado como latrocínio, roubo seguido de morte.
Na ocasião, foram levados pertences pessoais de Idalete, dinheiro e mercadorias do bar. De acordo com a investigação, Sérgio trabalhava ocasionalmente como segurança no estabelecimento, sem vínculo empregatício.
O chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, afirmou que o suspeito era uma pessoa de confiança da vítima. No dia do crime, testemunhas relataram que Sérgio estava nervoso e teria dito que precisava de dinheiro porque o celular havia quebrado.
As investigações, no entanto, apontaram que o aparelho estava em uma boca de fumo, onde Sérgio teria uma dívida. Ele procurou Idalete para pedir um adiantamento de pagamento, mas não conseguiu.
“Ele era de confiança para a vítima. No dia do crime, estava nervoso e ajudando a colocar as cadeiras de forma ríspida. Mais à frente descobrimos que ele estava brigando com essa dona, pedindo antecipação de pagamento porque ele tinha que recuperar o celular na boca de fumo”, detalhou o delegado.
A reportagem tenta localizar a defesa de Sérgio. O espaço segue aberto para manifestação.
Ainda segundo Monteiro, o crime foi premeditado. Filmagens mostram Sérgio ajudando Idalete a arrumar o bar. Ele também dormiu no estabelecimento, alegando que começaria a trabalhar bem cedo no dia seguinte.
De acordo com o delegado, Sérgio desligou da tomada o circuito interno de videomonitoramento, acreditando que, assim, as imagens não seriam gravadas. No entanto, a equipe de investigação conseguiu imagens de uma câmera externa, voltada para a rua, que mostram o suspeito saindo do local às 2h30. Nas imagens, ele abre uma mochila que pertencia à vítima. Veja o vídeo:
Dias depois do crime, a equipe encontrou uma calça com marcas de sangue na casa onde Sérgio estava. Segundo a polícia, o exame pericial confirmou que o sangue era de Idalete.
À época, uma funcionária relatou à polícia que passou aquele domingo tentando entrar em contato com Idalete, sem sucesso. Ela ligou várias vezes e, ao anoitecer, decidiu ir até o estabelecimento.
A porta de aço do bar estava fechada, mas não trancada. A funcionária entrou e foi até os fundos do imóvel, onde encontrou o corpo da proprietária com marcas de facadas. A arma utilizada no crime foi deixada sobre o corpo da vítima, segundo a polícia.