Dois homens foram presos depois de incendiarem um ônibus do Transcol, na tarde desta quinta-feira (19), no bairro Ulisses Guimarães, em Vila Velha. A dupla confessou ter colocado fogo no ônibus da linha 653 (Bairro Normília / T. Vila Velha via Ulisses Guimarães), depois que um confronto entre polícia e traficantes terminou com uma menina, de 11 anos, baleada.
A troca de tiros entre a polícia e bandidos aconteceu por volta das 9 horas da manhã desta quinta-feira (19). De acordo com populares, os bandidos perseguidos pela polícia invadiram a casa onde a menina dava banho no cachorro no quintal. Para a família, pela posição dos disparos, a bala que atingiu a menina partiu da Polícia Militar. Já a PM, diz que não há informações sobre os criminosos terem entrado na residência da vítima.
"Na delegacia, os dois suspeitos confessaram que atearam fogo no coletivo e informaram que a motivação do crime foi em decorrência da guerra entre o tráfico em que uma menina teria sido baleada. Em decorrência disso, se sentiram no direito de depredar, incendiar e causar perigo a toda população local", afirmou o delegado Gabriel Duarte Monteiro, da Delegacia de Crimes Contra o Transporte Público.
Os dois homens vão responder pelos crimes de incêndio, dano qualificado e organização criminosa. Eles já têm passagem pela polícia por tráfico de drogas. A polícia também já identificou o mandante da ação, um traficante da região que não teve o nome divulgado para não atrapalhar as investigações.
BALA ALOJADA NO PULMÃO
A menina, de 11 anos, baleada durante o confronto, foi socorrida por um primo para o Hospital Santa Mônica, em Vila Velha e depois transferida ao Hospital Infantil de Vila Velha. Segundo a mãe da criança, ela está com uma bala alojada no pulmão e aguardava por uma cirurgia na tarde desta quinta-feira (19)
Em nota, a Polícia Militar informou que os policiais envolvidos na troca de tiros só souberam que a menina de 11 anos havia sido baleada após a finalização da ocorrência e que o fato foi confirmado posteriormente na unidade de saúde. Acrescentou que os militares buscam agir dentro das normas técnicas, que qualquer disparo de arma de fogo é apurado pela Corregedoria da corporação e que somente após essa investigação será possível identificar de onde partiu o tiro que atingiu a menina. O caso também será alvo de uma investigação na Polícia Civil.