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Autuado em flagrante

Delegado que ameaçou delegada no ES segue preso e é investigado por outras indisciplinas

Daniel Augusto Duboc Ferreira foi preso em março deste ano depois de invadir sala da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, ameaçar delegada dizendo que praticava artes marciais e quebrar porta da unidade

Publicado em 06 de Maio de 2022 às 13:08

Daniel Pasti

Publicado em 

06 mai 2022 às 13:08
Daniel Duboc foi preso depois de invadir sala da DPCA e ameaçar delegada
Daniel Duboc foi preso depois de invadir sala da DPCA e ameaçar delegada Crédito: Divulgação/Polícia Civil | Reprodução/Redes Sociais
O delegado Daniel Augusto Duboc Ferreira, preso em março deste ano depois de ameaçar uma delegada da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que fica no bairro Jucutuquara, em Vitória, além de quebrar uma porta de vidro da unidade, segue preso no Alfa 10, presídio para policiais. Além disso, conforme a Polícia Civil, ele responderá por outras indisciplinas que foram identificadas ao longo das investigações.
Em nota, a corporação disse que, durante a investigação por parte da Corregedoria, foi "detectada mais de uma transgressão disciplinar em dias diversos". Isso, conforme a polícia, gerou novas sumárias na apuração do caso.
A Polícia Civil também informou que o procedimento criminal foi encaminhado à Justiça e que a Investigação Sumária está na fase final. A polícia completou que, após a conclusão das investigações, o Processo Administrativo terá a instauração definida pelo Delegado Geral.
Daniel Augusto Duboc Ferreira foi preso no dia 28 de março, depois de invadir uma sala da DPCA, ameaçar a delegada titular da unidade, Larissa Lacerda, dizendo que praticava artes marciais e quebrar uma porta de vidro do prédio. A Polícia Civil explicou que ele foi autuado em flagrante pelos crimes de desacato, dano ao patrimônio público, ameaça e por ter entrado na sala sem autorização.
Segundo os fatos narrados no documento da audiência de custódia de Duboc presidida pela juíza Raquel de Almeida Valinho, documento ao qual A Gazeta teve acesso no dia 30 de março, Duboc teria ficado irritado por conta de uma divisão de tarefas e invadiu a sala da delegada Larissa Lacerda. Em seguida, teve início uma discussão e a recusa de Duboc em sair da sala. Ele, então, passou a ameaçar a titular da unidade, alegando que era praticante de artes marciais.
"Ainda, durante a discussão, o indiciado teria ameaçado a mesma, narrando ser praticante de artes marciais e que 'isso não ia ficar assim', tendo o autuado, ainda, durante toda a discussão, menosprezado e ridicularizado a atuação da Delegada Chefe da DPCA, a desacatando em função de seu cargo, oportunidade em que os doutos Delegados André e Rhaiana adentraram o gabinete e tiraram o indiciado do local, o deixando na recepção da Delegacia"
Trecho do termo da audiência de custódia -  
Ainda de acordo com os fatos narrados na audiência, a delegada Larissa pediu que a porta da unidade fosse trancada, por conta do estado de irritação de Duboc. Ele, então, deu um chute em uma porta de vidro, que quebrou. Neste momento, ele recebeu a voz de prisão de outro delegado.
"Diante do fato do autuado estar extremamente alterado, a Dra. Larissa determinou que trancassem as portas da Delegacia de Polícia e deixassem o indiciado do lado de fora até a chegada dos membros da Corregedoria da Polícia Civil, tendo o indiciado novamente se descontrolado e chutado a porta de vidro do local, vindo a quebrá-la, oportunidade em que recebeu voz de prisão do Dr. Alexandre Falcão, Delegado de Polícia", informa outro trecho do texto da audiência de custódia.
Demandada pela reportagem de A Gazeta na ocasião do fato, a Polícia Civil informou que o delegado estava em descontrole emocional quando entrou na DPCA. Além de ameaçar a titular da delegacia, ele ainda quebrou a porta de entrada da unidade. Conforme a corporação, ele foi encaminhado à Corregedoria e, depois, ao Alfa 10, o presídio para policiais.
A corporação foi novamente demandada pela reportagem um dia depois, no dia 30, para saber se gostaria de se manifestar sobre a alegação de que a invasão e ameaça aconteceram por conta de uma divisão de tarefas. Também foi questionado se a delegada Larissa Lacerda gostaria de se manifestar sobre o caso. No entanto, a Polícia Civil somente informou que o delegado seguia detido no Alfa 10, após determinação judicial, e que um Procedimento Administrativo (PAD) fora instaurado pela Corregedoria da PCES para apurar o fato.
A reportagem de A Gazeta também tentou contato com a defesa do delegado Daniel Duboc, que não foi localizada.

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