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Internado por dois meses

Crime por vingança: o assassinato de adolescente a marteladas no ES

Segundo as investigações da polícia, Gabriel Rocha Gonçalves Pena, de 15 anos, foi morto brutalmente por ter consumido cocaína que deveria ser vendida

Publicado em 17 de Setembro de 2025 às 18:10

Mikaella Mozer

Publicado em 

17 set 2025 às 18:10
Bel Marques da Cruz Ferreira, vulgo
Bel Marques da Cruz Ferreira, vulgo "LB", de 22 anos, Daniel Henrique Barcelos Francisco de Paula, 29, e Stanley Lima dos Santos Tang, 29, foram presos suspeitos de matar jovem de 15 anos (da direita para a esquerda) Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Aos 15 anos, Gabriel Rocha Gonçalves Pena, conhecido como TikTok, foi morto enquanto dormia dentro da própria casa a marteladas na cabeça. O suspeitos do assassinato são Daniel Henrique Barcelos Francisco de Paula e Stanley Lima dos Santos Tang, ambos de 29 anos, a mando de  Bel Marques da Cruz Ferreira, vulgo "LB", 22.  O crime brutal aconteceu em 20 de abril no Vale do Sol, em Viana, por dívidas do jovem com o tráfico.
Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil, em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (17), a dívida surgiu após o LB - gerente do tráfico na região - colocar Gabriel para ser 'vendedor' na boca de fumo. Por ele ter forte dependência química e não ter dinheiro para comprar a droga que consumia, a forma de pagamento era com pinos do pó ilegal. 
Porém, em um dos dias, Gabriel acabou usando pinos que deveriam ser vendidos. Dele, foram cobrados R$ 200 reais equivalentes ao valor da droga consumida. O objetivo era pagar, mas por não ter o valor em mãos, resolveu trabalhar novamente para LB, mas o vício acabou vencendo novamente.
"Gabriel foi fazer um novo plantão para tentar vender drogas e conseguir o dinheiro para pagar. Mas, como ele já estava sucumbido pelo vício, ele novamente faz o consumo de drogas e não consegue quitar. E não bastasse, durante a manhã do dia 19 (um dia antes do crime), Daniel também tomou conhecimento de que o Gabriel teria pegado droga na bolsa de fumo concorrente em nome do Daniel", explicou a chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, delegada Suzana Garcia.
Para Garcia, as atitudes desagradaram o suposto mandante e o chefe da região decidiu matá-lo. Sabendo o dia em que a vítima estaria sozinha, Bel Marques ordenou que Daniel e Stanley fossem até a casa do jovem. LB e Daniel estão presos desde 15 de julho, ambos encontrados em Nova Bethânia, no município vianense. Stanley já estava preso por tráfico de drogas quando as investigações os identificaram como participantes no homicídio. 

Família encontrou

Segundo a delegada, a mãe, o irmão e o padrasto do jovem o encontraram agonizando e com o crânio aberto. Vendo a situação, levaram a um hospital, onde ficou internado em estado vegetativo por dois meses até falecer. 
Drogas, dinheiro, celulares e diversos produtos para venda de entorpecentes foram encontrados na casa de Bel Marques, vulgo LB
Drogas, dinheiro, celulares e diversos produtos para venda de entorpecentes foram encontrados na casa de Bel Marques, vulgo LB Crédito: Divulgação | Polícia Civil
"É uma atuação extremamente violenta. A região é comandada pela facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV) e todos os integrantes têm um modo de atuação extremamente violento. Então, eles adentraram no local, usando um instrumento contundente, possivelmente um martelo. Eles agrediram o Gabriel e abriram o crânio do garoto ao meio", contou a delegada.
Daniel e Bel Marques foram identificados durante a investigação da Polícia Civil. LB estava em casa quando os agentes o prenderem. Dentro da residência ainda foram encontrados produtos e espaços que o identificaram como gerente do tráfico. 
"(No imóvel) estavam diversos materiais para embalo e preparo de droga, dinheiro fracionado, quantia de dinheiro. Na casa dele havia três cômodos que eram visivelmente estruturados para embalo e preparo de droga. E também foi apreendido com ele um carregador municiado com cartuchos de munição 9mm. E corroborou com os elementos de que ele era ali o gerente, ou pelo menos o responsável pelo embalo e distribuição da droga", frisou a chefe da DHPP de Viana.
Conforme a corporação, Daniel tinha passagem por tráfico e crime contra a administração pública. LB não possuía registros policiais. 

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