O coordenador de uma escola pública da região Norte do Espírito Santo foi condenado pela Justiça a 75 anos e 7 meses de prisão por constranger sexualmente estudantes que ele tentava aliciar para a prostituição. O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) não informou o município em que o crime ocorreu, por proteção aos estudantes.
No entanto, a reportagem de A Gazeta apurou que se trata de um caso que aconteceu em Rio Bananal, em fevereiro deste ano. Os nomes dele e da escola não serão divulgados para não expor as vítimas.
A sentença foi publicada no dia 14 de setembro, mas só foi divulgada nesta quarta-feira (28). O, agora, ex-coordenador permaneceu preso durante todo o processo e não poderá recorrer da decisão em liberdade. O caso corre em segredo de Justiça por envolver adolescentes.
O CASO
O coordenador foi preso no dia 1° de fevereiro deste ano. Na ocasião, a Polícia Civil informou que os alunos procuraram a delegacia para relatar a ação do suspeito. As vítimas eram todos do sexo masculino, com idades entre 15 a 17 anos. A partir das denúncias, o caso passou a ser investigado, com o acompanhamento do Conselho Tutelar de Rio Bananal.
Além de abordar as vítimas pessoalmente na escola, segundo as denúncias, o homem, de 38 anos, se aproveitava do cargo para entrar em contato com os adolescentes, por mensagens de texto, e oferecia valores entre R$ 400 e R$ 600 para que eles realizassem atos sexuais.
“Ele era coordenador da escola e tinha o contato próximo com os estudantes. Aproveitava dessa função para entrar em contato com eles e oferecer dinheiro, favorecendo a prostituição e a exploração sexual dos adolescentes”, contou o titular da Delegacia de Polícia de Rio Bananal, delegado Fabrício Lucindo, na ocasião.
Entretanto, segundo o MPES, pessoas que trabalhavam no local conseguiram ver e fotografar, no computador utilizado pelo coordenador, as mensagens de cunho sexual enviadas, e também denunciaram o homem.
A PC pediu um mandado de prisão contra ele. Após ser preso, ele foi levado ao Presídio de Xuri, em Vila Velha.
Em nota, na ocasião, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), a Superintendência Regional de Educação de Linhares informou que a direção da escola, assim que teve ciência do fato, "registrou Boletim de Ocorrências e o Ministério Público foi acionado. Imediatamente o contrato do professor foi cessado".