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'Operação Serra Sede'

Como agia quadrilha especializada em furtos milionários a bancos no ES e outros Estados

Criminosos foram capturados em ações simultâneas em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; eles agiram em uma agência da Serra em fevereiro, onde levaram R$ 500 mil
Nayra Loureiro

Publicado em 

04 jun 2025 às 16:49

Publicado em 04 de Junho de 2025 às 16:49

Uma quadrilha especializada em furtos a instituições financeiras, com atuação nacional, foi desarticulada pela Polícia Civil capixaba. Os criminosos seguiam um modus operandi preciso e sofisticado: escolhiam agências específicas, estudavam previamente a rotina do local e executavam os crimes nos fins de semana ou feriados. O objetivo do grupo era interromper o fornecimento de energia elétrica da agência, assim desativando o sistema de videomonitoramento e dificultando qualquer resposta de segurança. 
Rondinelli Batista Antônio; Ricardo Moreira Gomes; Paulo Cezar Teotonio Da Silva; Maikon Ferraz Gonçalves e Leonardo Costa De Souza (da esquerda para direita) foram presos na ‘Operação Serra Sede’
À esquerda: Rondinelli Batista Antônio; Ricardo Moreira Gomes; Paulo Cezar Teotonio Da Silva; Maikon Ferraz Gonçalves e Leonardo Costa De Souza foram presos na ‘Operação Serra Sede’ Crédito: Divulgação | Sesp
Segundo a polícia, eles agiam de forma articulada e tinham como alvo principal agências do Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil). Em fevereiro deste ano, eles invadiram uma unidade bancária no Centro da Serra, no município serrano, e levaram cerca de R$ 500 mil.
“O chefe da organização vinha ao local, organizava todas as viagens, os hotéis, ficavam aproximadamente três a quatro dias na região, estudando todo o estabelecimento. Agiam propositalmente em fins de semana e feriados, porque são especialistas em cortar o padrão de energia da instituição financeira”, explicou o delegado Gabriel Monteiro, titular do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), responsável pela investigação.
Como agia quadrilha especializada em furtos milionários a bancos no ES e outros Estados
A operação que levou à prisão dos cinco integrantes, batizada de Serra Sede, foi deflagrada no último dia 15 de maio com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os presos foram identificados como Ricardo Moreira Gomes (chefe do grupo), Paulo Cezar Teotônio da Silva, Leonardo Costa de Souza, Maikon Ferraz Gonçalves e Rondinelli Batista Antônio — todos de fora do Espírito Santo. Eles foram capturados em ações simultâneas em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Divisão de tarefas

De acordo com a polícia, o grupo agia de forma estruturada e com divisão clara de tarefas: Ricardo era o responsável por toda a logística e planejamento; Paulo, especialista em arrombamentos, cortava portas e cofres com ferramentas específicas; Leonardo e Maikon entravam nas agências e auxiliavam na retirada do dinheiro; Rondinelli monitorava movimentações da polícia e da segurança privada. A quadrilha usava carros alugados, o que dificultava o rastreamento das ações.
Ferramenta utilizada pelos suspeitos para acessar o cofre
Ferramenta utilizada pela organização criminosa para ter acesso aos bancos e praticar os furtos Crédito: Divulgação | Sesp
A polícia acredita que os criminosos tenham cometido ao menos sete furtos consumados no Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, somando um prejuízo superior a R$ 2 milhões. Eles também são investigados por tentativas frustradas em Vila Velha, onde o restabelecimento rápido da energia impediu a ação.

Lavagem de dinheiro

As investigações apontaram que o dinheiro furtado era lavado com a ajuda da mãe de Ricardo, o chefe do grupo. Segundo Monteiro, ela é investigada por envolvimento direto na ocultação dos valores, possivelmente por meio de compra de automóveis e uso de contas de laranjas. “Identificamos que eles estavam ocultando e lavando esse dinheiro através da genitora do chefe da quadrilha”, afirmou o delegado.
A mulher não foi presa, mas teve o celular apreendido e será investigada por lavagem de dinheiro e possível participação no esquema. Os suspeitos vão responder por furto qualificado, organização criminosa e, posteriormente, lavagem de dinheiro. A polícia segue com o cruzamento de dados com outros estados e não descarta novas prisões.
Procurado pela reportagem, o Sicoob ES informa que "colaborou com a atuação da Polícia Civil do Espírito Santo durante todo o processo de investigação da operação que envolveu algumas de suas agências". Além disso, "a cooperativa parabeniza o rigoroso trabalho da polícia que, atrelado aos equipamentos de segurança e análises internas feitas pela equipe da instituição, evitou prejuízos tanto aos cooperados quanto à própria cooperativa". 
A reportagem tenta localizar a defesa e o espaço segue aberto para um posicionamento.

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