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Publicado em 23 de setembro de 2025 às 18:45
O conhecimento técnico e acesso a locais restritos foram usados por funcionários terceirizados para furtar mais de R$ 1 milhão de reais em baterias de lítio de empresas de internet e telefonia. Os equipamentos pertenciam a duas companhias nacionais – que não tiveram os nomes divulgados – para quem os suspeitos prestavam serviços de manutenção e instalação no Espírito Santo.>
O delegado Gabriel Monteiro, chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), explicou em coletiva de imprensa, nesta terça-feira (23), que os furtos aconteceram em diversos espaços das corporações espalhados pelo território capixaba. Até o momento, a Polícia Civil identificou 200 aparelhos levados pelos investigados.>
O chefe da investigação explicou ainda que os equipamentos ficavam em espaços conhecidos como bastidores, embaixo das torres de transmissão. Por trabalharem diretamente com o monitoramento, eles conseguiam entrar com facilidade aos locais e com ferramentas que auxiliavam a tirar a bateria.>
A corporação já prendeu quatro suspeitos. Um deles é Brendo do Nascimento Maduro, de 26 anos, preso em Jardim Campo Grande, em Cariacica, em 17 de setembro. Ele é identificado na investigação como chefe e responsável por recrutar integrantes. >
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Os outros três homens, de 25, 36 e 66 anos, foram levados em flagrante, em 2 de julho, sendo dois deles em Cariacica e um em Vitória. O trio foi liberado após os procedimentos. A corporação ainda apreendeu luvas, capacetes, feramentas e até uniforme de trabalho.>
"Isso não ficará impune, pois é crime chamada de serviço. As pessoas são muito afetadas pelo problema. Também vamos investigar se há funcionários da empresa que dão informações privilegiadas para quadrilha e associação criminosa. Após o flagrante, nós iniciamos a operação e solicitamos cinco mandados de busca e apreensão, além de um mandando de prisão preventiva (contra Breno). A próxima fase é identificar receptores. É um crime que causa grande prejuízo a população”, frisou o chefe do Deic. >
COMO A POPULAÇÃO É AFETADA?
Sabe quando o seu celular fica sem sinal ou o wi-fi para de funcionar de forma repentina por falta de internet? Isso pode ter sido a ausência de uma bateria de lítio nas torres de transmissão das empresas de internet e telefonia.
Isso porque, quando uma torre fica sem energia - seja por ‘pique’ de energia ou algum problema - são as baterias de lítio que conseguem manter a operação do site e enviando os sinais para que você consiga ligar para um amigo ou mandar uma mensagem.
Com o furto dos aparelhos, como feito pelo grupo de terceirizados, não é possível manter o serviço. Além das moradias, hospitais, escolas, delegacias e outras instituições acabam com os atendimentos afetados.
A descoberta dos furtos aconteceu após as próprias companhias registraram uma queixa na Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). O registro então foi encaminhado a Polícia Civil, que identificou a situação. Com as prisões, agora a investigação segue para descobrir se os apetrechos eram enviados para fora do Estado e para quem eram vendidos. >
"Temos que ressaltar que o legislador aumentou a pena de furto de bens, como fio de cobre e qualquer objeto que interrompa fornecimento para órgãos públicos. A pena agora é de 2 a 8 anos, antes era de 1 a 4 anos. Quem compra pode pegar de 1 a 4 anos, mas se for para fins de comércio, pode pegar o mesmo tempo de quem furta. O principal executor confessou seis crimes e tá colaborando com isso, sabemos que estamos no caminho certo e além dos receptadores", explicou o delegado. >
A reportagem tenta localizar a defesa e o espaço segue aberto para um posicionamento.>
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