Cinco homens foram presos por violência doméstica e familiar contra a mulher na Grande Vitória, durante uma nova fase da Operação Mulher Segura, da Polícia Civil. Um deles foi preso em flagrante em Cariacica, por crime de cárcere privado contra uma jovem de 18 anos. Foi a mãe dela quem procurou a polícia.
Além do flagrante, outros homens foram detidos em Cariacica, Guarapari e Serra, por descumprimento de Medida Protetiva de Urgência.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Vitória e Cariacica, sendo que em ambos os municípios foram apreendidas armas de fogo e munições, conforme explicou a chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam), delegada Claudia Dematté.
“São casos de mulheres que procuraram a delegacia porque estavam sendo ameaçadas pelos ex-companheiros, que não aceitavam o fim do relacionamento e, nos dois casos, possuíam armas. As nossas unidades fizeram a solicitação e foi determinada a apreensão dessas armas de fogo, e tenho certeza de que apreensões como essa salvam vidas.”
Na Capital, especificamente, mais de 800 munições foram recolhidas de um empresário morador de Jardim da Penha, que perseguia e controlava a ex-esposa desde o fim do casamento, há oito anos.
Em Guarapari, um dos homens, de 28 anos, já havia sido preso em fevereiro por agredir a ex-companheira e desacatar policiais, mas voltou a violar a medida protetiva após receber a liberdade provisória no mês de março.
O outro, de 32 anos, teria ido embora para o Rio de Janeiro após a solicitação da medida protetiva pela ex no mês de setembro. Contudo, em abril, ela recebeu ameaças, dizendo que ele havia retornado e estava vendo a casa dela do alto de um morro, e que, se ela estivesse convivendo com outro homem, ele iria matá-la. Na sequência, encaminhou imagens com arma de fogo.
Diante dos casos, a delegada Claudia Dematté reforçou a importância de as mulheres procurarem uma delegacia especializada desde a primeira violência sofrida:
“A violência não começa com a violência física, mas sim com a violência moral, que inclui xingamentos, humilhações e subjugamento; ela vai progredindo para a violência psicológica, com ameaças e perseguições reiteradas, e essa escalada culmina em violências patrimoniais, sexuais e físicas, que se iniciam com a via de fato, evoluem para lesões e culminam no feminicídio.” A gente precisa deixar isso evidente. E casos como os dessa semana são casos que reforçam esses pontos".