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Cigano condenado por matar professora em Linhares é assassinado no DF

O homem foi condenado por pela morte de sua ex-mulher, Marcilene Cussuol, que ocorreu em 2006. Na época, o crime gerou muita comoção na cidade do Norte do Espírito Santo

Colatina
Publicado em 04/01/2021 às 13h03
Marcilene foi morta por Nestor no ano de 2006, em Linhares; o crime chocou a cidade.
Marcilene foi morta por Nestor no ano de 2006, em Linhares; o crime chocou a cidade. Crédito: Reprodução

O cigano Nestor Ribeiro Dantas, de 54 anos, foi assassinado a tiros na manhã deste domingo (3) após uma série de disparos em uma feira do Distrito Federal. O homem havia sido condenado por pela morte de sua ex-mulher, Marcilene Cussuol, que ocorreu em 2006, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. Na época, o crime gerou muita comoção na cidade. A informação da morte do homem foi confirmada pelo advogado Homero Mafra, que o defendia nesse caso.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, na manhã deste domingo (3) dois homens chegaram em uma moto, atiraram contra Nestor e a família e fugiram em seguida. Ele vendia grãos na feira e morreu no local.

O homem foi morto em uma feira do DF
O homem foi morto em uma feira do DF. Crédito: CBMDF/Divulgação

A mulher dele, de 49 anos, foi atingida na região do tórax. A nora do comerciante, uma jovem de 28 anos, levou um tiro na perna. Elas foram encaminhadas para o hospital. Segundo a Polícia Civil do DF, elas não correm risco de morrer. Outra mulher que passava pelo local também foi atingida. Os suspeitos não foram localizados. O crime ainda é investigado, mas a suspeita é de que o crime tenha sido motivado por vingança entre famílias de ciganos.

O CRIME EM LINHARES

Nestor foi condenado por matar a ex-mulher em Linhares. Marcilene Cussuol foi assassinada com dois tiros na cabeça, dentro de um carro, no bairro Três Barras, em 2006. O crime chocou a cidade. A vítima tinha 24 anos e era uma professora conhecida e querida. Na época, para justificar o crime, Nestor disse que ele e a ex-mulher foram vítimas de um assalto e que ela havia sido atingida por disparos dos criminosos.

A família nunca acreditou nessa versão e sabia que ele não aceitava o fim da relação. De acordo com o Ministério Público do Estado (MPES), "Cigano" teria matado a pedagoga porque não aceitava o fim do relacionamento. Ele chegou a ser preso, mas conseguiu na Justiça o direito de responder pelo crime em liberdade. Desde então, o julgamento foi marcado e adiado por três vezes.

No dia 17 de dezembro de 2019, após cerca de oito horas de julgamento, o júri sentenciou Nestor Ribeiro Dantas a cumprir 18 anos de prisão em regime fechado. Ao analisar o processo, o conselho de sentença entendeu que o homicídio foi praticado por motivo fútil.

Júri no Fórum de Linhares
Júri no Fórum de Linhares. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Na mesma sentença, o juiz expediu o mandado de prisão preventiva do acusado. Apesar de ser réu no processo, Nestor não participou do julgamento. Ele foi representado apenas pelo advogado Homero Mafra. Para a reportagem de A Gazeta, o advogado atualizou como estava a situação do cliente nesse processo. 

“Nestor foi condenado no júri, eu recorri e o recurso ainda não tinha sido julgado. No júri, o juiz mandou prender. Fiz um pedido Habeas Corpus e foi dada a liminar para suspender o decreto de prisão. Depois, essa liminar foi cassada e recorri ao STJ (Superior Tribunal de Justiça)”, explicou.

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